A ocupação dos leitos de UTIs no Rio Grande do Sul chegou nesta quarta-feira (8) ao maior número dos últimos 15 dias. De acordo com os dados divulgados até às 16h, dos 2.218 oferecidos, 1642 estão ocupados, o equivalente a 74%. Deste total, 38,4% são de pacientes com suspeitas ou confirmações da covid-19. Das vinte regiões do sistema de distanciamento controlado, apenas a região de Novo Hamburgo tem o predomínio de casos com relação ao coronavírus.
A região de Novo Hamburgo e outras três monitoradas pelo Governo do Estado estão com mais de 80% dos leitos de UTIs ocupados. Na cidade do Vale do Sinos, 79 dos 95 leitos oferecidos estão sendo utilizados, o equivalente a 83,2%. Deste total, 67% estão com pacientes infectados pelo coronavírus. Nos últimos 15 dias, a região de Novo Hamburgo esteve com mais de 80% das UTIs ocupadas em, pelo menos, sete dias.
Na Região Metropolitana, a situação em Canoas é a mais preocupante no momento, com 85,5% dos leitos ocupados. Estão com pacientes internados 124 dos 145 leitos oferecidos – sendo 40,3% com infectados ou suspeitos da covid-19. A região de Canoas enfrenta mais de 80% de ocupação das UTIs em 12 dos últimos 15 dias.
Nas regiões de Cachoeira do Sul e Passo Fundo, a predominância dos internados é por outras enfermidades que não o coronavírus. Em Cachoeira do Sul, a ocupação é de 85% dos leitos de UTI e em Passo Fundo de 80,4%.
Desde o início da crise sanitária, o Piratini informa que já aumentou em 75% a capacidade das UTIs do SUS para adultos. Porém, de acordo com levantamento feito por GaúchaZH em 2 de julho, o número de internações por coronavírus cresce nove vezes mais rápido do que a abertura de leitos.
Situação de Porto Alegre
Em Porto Alegre, houve redução na ocupação dos leitos em comparação ao que foi registrado nesta terça-feira (7). No entanto, o alerta continua. Às 16h desta quarta-feira, a Capital contava com 190 pacientes internados com a confirmação da covid-19 e outros 39 com suspeita da doença. Somando as vagas de terapia intensiva da cidade, usadas não apenas por pacientes com coronavírus, a taxa de ocupação é de 82,3%.



