
Em agosto, vigorou o corte no juro básico feito em 31 de julho, o primeiro em 16 meses, que reduziu a taxa Selic de 6,5% para 6% ao ano. Ontem, quando o Banco Central (BC) informou as taxas médias de mercado, veio o susto: as do cartão de crédito, em vez de descer com a referência, subiram. E não pouco: quase uma Selic atual – depois da nova poda da semana passada, em 5,5% ao ano. O salto foi de 5,3 ponto percentual, sem motivo.
– Nada justifica. A Selic caiu, não houve alta de depósito compulsório, nem de despesa administrativa – reforça Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac).
Se não justifica, mas ainda é preciso buscar explicação, o executivo diz que os bancos se mostram pessimistas sobre o ritmo da inadimplência. Com desemprego alto e renda contida, a inadimplência dos devedores nos cadastros ainda são muito elevadas. A do cartão de crédito subiu um ponto percentual no mês, o que parece bastante, mas é estratosférica: foi de 34,8% para 35,8%, três vezes maior do que a das compras em geral e 10 vezes acima da média de calotes em outras modalidades de crédito.
Ribeiro de Oliveira lembra que, em abril passado, o BC determinou mudança na modalidade. O crédito rotativo, que se renova automaticamente em caso de não pagamento, ficou restrito a 30 dias. Depois disso, os bancos são obrigados a transferir o devedor para outra linha, com taxas mais baixas, por volta de 10% ano. Então, não funcionou?
– Na realidade, funcionou parcialmente. As taxas caíram, mas seguem muito elevadas – responde o executivo.
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