
Antes dos segundos jogos contra o Rosario Central e o Libertad, a situação do Grêmio era terrível na Libertadores. O drama da eliminação na primeira fase era a maior preocupação dos gremistas. Renato Portaluppi precisou agir, fazendo alterações importantes no time titular, trocando peças.
Por isso, o treinador gremista pode ser apontado como o principal avalista do momento de recuperação do clube. Com os maus resultados contra Universidad Católica e Libertad no primeiro turno, Renato executou uma cirurgia.
Trocou Luan, que vinha de desempenhos pouco convincentes, por Jean Pyerre. O guri foi se afirmando e teve ótima atuação contra o Libertad no Paraguai. Só não marcou um golaço no segundo tempo porque a bola, caprichosamente, foi encontrar a trave e não o fundo das redes.
Outro acerto do comandante gremista foi guindar Matheus Henrique à função de titular no lugar de Michel, que não conseguia ter uma sequência de jogos. A equipe recuperou a qualidade de passe, sem perder o poder de marcação. Mesmo tendo uma baixa estatura, Matheus dá conta do recado no embate contra atletas de maior força física. Marca e faz o time jogar.
Paulo Victor, a cada jogo, vai se firmando como titular absoluto da meta tricolor. Trabalho dividido de Renato com o preparador de goleiros Rogério Godoy. Os três pênaltis defendidos na decisão do Gauchão no clássico Gre-Nal e a grande intervenção no segundo tempo no jogo contra o Libertad, quando salvou uma bola que ia redundar em gol paraguaio, confirmam o momento de afirmação do camisa 1.
Por fim, Everton se firma como protagonista absoluto do time tricolor. Com o futebol que está jogando, será convocado por Tite para estar na Copa América. O Cebolinha vem se notabilizando por marcar gols decisivos, quando a situação chega no limite.
Com seus dribles, deixa os adversários sem pai nem mãe. Não é exagero indicar Everton como o principal jogador em atividade no futebol brasileiro. O Grêmio ressuscitou e decide tudo no dia 8, contra o Universidad Católica, na Arena.





