
Milhares de motociclistas se reuniram neste sábado (12) para acompanhar a procissão de Nossa Senhora Aparecida em Porto Alegre. A previsão da EPTC é que mais de 30 mil pessoas participem da romaria.
O evento já é característico na cidade. Segundo a Arquidiocese de Porto Alegre, essa já é a 45ª edição da procissão. Mas, por causa de uma barulhenta minoria, o que deveria ser um momento de oração e devoção vira uma festa da imprudência.
Nem se colocasse todo seu efetivo na rua, a EPTC não conseguiria flagrar todas as infrações de trânsito que são cometidas durante o deslocamento das motos. No ano passado, cerca de 900 autuações foram aplicadas para um total de mais de 30 mil pessoas que participaram da romaria.
E as imprudências se repetem ano após ano. Motos sendo empinadas, pilotos sem capacetes, placas adulteradas para ludibriar fiscais de trânsito.
Essas pessoas não só deveriam ser impedidas de participar da procissão como não deveriam ter carteira de habilitação. O trânsito não precisa destas pessoas. E, por causa delas, é que digo: acabou o prazo de validade desta romaria em Porto Alegre.
A EPTC luta para reduzir os acidentes com morte na Capital. E os motociclistas figuram sempre nas primeiras colocações das vítimas fatais.
Então, que os motociclistas encontrem uma nova forma de pedir benção à Nossa Senhora Aparecida. Quem sabe uma doação de sangue? Por que não uma grande mobilização de arrecadação de alimentos? Vamos aproveitar a data e arrecadar brinquedos para as crianças?
Mas, se a ideia for fazer uma exibição das motos e da destreza que seus pilotos têm, que se alugue o Autódromo de Tarumã. Ao final deste evento, então, poderia se protagonizar a tradicional bênção dos motociclistas e dos capacetes.
Acho que já não é mais prudente que se espere que alguém morra para que, somente depois, sejam tomadas providência. Que Nossa Senhora Aparecida nos proteja.






