
O jornalista Fernando Soares colabora com a colunista Gisele Loeblein, titular deste espaço.
Cooperativa agropecuária mais antiga do país, a Cotribá chega aos 110 anos com projeção recorde de investimentos. A organização que tem sede em Ibirubá, no norte do Rio Grande do Sul, pretende desembolsar R$ 123 milhões em 2021 para ampliar sua estrutura operacional. A cifra representa crescimento de 146% em relação aos R$ 50 milhões aplicados em melhorias no ano passado.
— Vai ser o ano com maior investimento da história da cooperativa — celebra o presidente Celso Krug.
A maior parte dos recursos está prevista para a construção de uma nova fábrica de rações em Ibirubá, totalizando R$ 100 milhões. O lançamento da pedra fundamental da unidade ocorreu em 21 de janeiro, data que marcou o aniversário de 110 anos da cooperativa. A expectativa é que a indústria seja erguida até 2024 e produza 200 mil toneladas ao ano de ração para bovinos, suínos, aves, equinos, ovinos e também rações extrusadas para pets e peixes.
Além disso, a Cotribá destinará R$ 23 milhões para melhorias na estrutura da unidade de grãos em Cruz Alta. O objetivo é aumentar a capacidade de recebimento e armazenagem da safra dos associados, melhorando o processo de embarque dos produtos para o porto de Rio Grande.
Mesmo com a estiagem derrubando a produtividade das lavouras no Estado, a cooperativa finalizou 2020 com receita recorde de R$ 1,5 bilhão. Em 2021, com a perspectiva de safra cheia de soja e a valorização da cotação dos grãos, Krug avalia que será possível chegar à marca de R$ 2,2 bilhões. A cooperativa conta atualmente com 8 mil associados e possui 61 pontos de negócios espalhados em 24 municípios gaúchos.




