
Já está no Rio Grande do Sul a equipe de auditores que realiza vistoria para avaliar se o Estado tem ou não condições de deixar de vacinar o rebanho contra a febre aftosa. O grupo esteve nessa segunda-feira (2) na Capital, buscando informações junto à Secretaria da Agricultura.
Nesta terça-feira (3), a partir do meio-dia, se dividem em duas equipes que farão roteiros distintos pelo interior do Estado. Passarão pelos municípios de Dom Pedrito, Caçapava do Sul, Vila Nova do Sul, Uruguaiana, Caxias do Sul, Erechim, Marcelino Ramos e Palmeira das Missões.
Cada grupo tem dois auditores designados pelo ministério. Um técnico da superintendência regional e outro da Secretaria da Agricultura também acompanham os trabalhos, somando quatro pessoas em cada uma das duas equipes. No final da semana, os grupo voltam a se reunir em Porto Alegre.
— É uma avaliação sistêmica — reforça o superintendente regional do ministério no RS, Bernardo Todeschini, sobre o trabalho desenvolvido pela equipe.
Em período de até 30 dias, eles deverão fazer relatório prévio. Questões apontadas nesse documentos poderão ser respondidas, para só então sair o diagnóstico final. Estão sob avaliação estruturas físicas e de pessoal na área de defesa animal do Rio Grande do Sul.
Os itens avaliados estão dentro de questionário-padrão estabelecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), órgão que faz anualmente o reconhecimento do avanço do status sanitário. No total, são 42 pontos verificados, recebendo notas que vão de um a cinco.
Na última avaliação, em 2017, o Estado ficou com nota três. Para poder se habilitar ao fim da imunização é necessário, no mínimo, nota quatro. A mudança da condição de zona livre da febre aftosa com vacinação para sem imunização faz parte de plano estratégico do Ministério da Agricultura. O RS debate a antecipação do cronograma por conta do Paraná, que já não deve mais vacinar na segunda etapa da campanha deste ano.



