O Observatório Estratosférico de Astronomia Infravermelha da Nasa (Sofia) confirmou nesta segunda-feira (26) a existência de água na Lua. Além disso, as reservas podem ser relativamente acessíveis. A descoberta tem implicações para futuras missões ao satélite natural da Terra e levar à exploração espacial mais profunda.
A água foi descoberta em altas latitudes em direção ao polo sul da Lua em abundância de cerca de cem a 400 partes por milhão. Mahesh Anand, professor de ciência planetária e exploração da Open University em Milton Keynes, disse ao jornal The Guardian ser uma quantidade considerável, "quase o mesmo que se dissolve na lava que flui das dorsais meso-oceânicas da Terra, que poderia ser colhida para produzir água líquida nas condições de temperatura e pressão adequadas". O estudo foi publicado na revista Nature.
Como comparação, o deserto do Saara tem cem vezes mais a quantidade de água que o Sofia detectou no solo lunar. Apesar das pequenas quantidades, a descoberta levanta novas questões sobre como a água é criada e como ela persiste na superfície lunar áspera e sem ar.
A existência de água tem implicações para futuras missões lunares, porque pode ser tratada e usada para beber; separado em hidrogênio e oxigênio para uso como propelente de foguete; e o oxigênio pode ser usado para respirar.
Segundo o The Guardina, apesar das notícias animadoras, algumas perguntas permanecem. Uma delas é a forma em que a água existe. Uma possibilidade é que ela seja dissolvida no "vidro" lunar, criado quando meteoritos atingem a superfície da Lua. Outra hipótese é a de pequenos cristais de gelo que podem estar distribuídos entre os grãos do solo lunar. Neste caso, a extração da matéria prima seria mais simples.




