A Polícia Civil reuniu na manhã desta quarta-feira (17) um grande efetivo policial para combater uma facção criminosa que montou um esquema de telentrega de drogas em Gravataí e intensificou as ações durante o período de pandemia ao vender para toda a Região Metropolitana. Ao todo, 210 policiais cumpriram 41 mandados de busca e apreensão e 14 de prisão preventiva em cinco cidades gaúchas e em Florianópolis, em Santa Catarina. Até, 11h, a polícia já havia contabilizado 11 prisões.
A investigação é da 2ª Delegacia de Polícia de Gravataí e tem como objetivo combater também os crimes de homicídio, extorsão e ameaça. Segundo a delegada Luciana Smith, titular da 2ª DP, a operação desta quarta-feira tem como primeiro objetivo prender os responsáveis pelo esquema, para depois identificar motoboys que faziam as entregas, além de fornecedores dos entorpecentes. Ela destaca que os mandados judiciais foram cumpridos em locais onde os suspeitos residem: além do município do distrito policial, Cachoeirinha, Alvorada e Porto Alegre, mas também Caraá, no Litoral Norte. No Estado catarinense, foi confirmado que um dos envolvidos estaria na região nos últimos dias para começar a levar drogas para o município.
Conforme a investigação, os traficantes negociam principalmente cocaína e crack por meio de contato telefônico ou por WhatsApp para depois realizar as telentregas para várias cidades da Região Metropolitana. O esquema já existia, mas se intensificou a partir de abril deste ano, já quando estava em vigor o distanciamento social. Nos últimos dias, a facção começou a expandir as vendas para a capital de Santa Catarina. Luciana ressalta que os criminosos estabeleceram pelo menos 10 grandes pontos de venda e de distribuição em Gravataí, nos bairros Barnabé, Cohab A, B e C, Central, São Luiz, Monte Belo, São Jerônimo, Nossa Chácara e Cruzeiro. Os nomes dos investigados não foram divulgados e Luciana atribui o motivo à Lei de Abuso de Autoridade.
Em outra ação policial, também sobre telentrega de drogas, a polícia prendeu três traficantes que vendiam entorpecentes no bairro Niterói, em Canoas.

