
Na manhã deste sábado, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, morreu uma das principais vozes do ambientalismo gaúcho. O ex-presidente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) Flávio Lewgoy tinha 89 anos e lutava contra um câncer de próstata.
Nascido em Porto Alegre, Lewgoy se formou químico industrial na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), onde lecionou ecogenética - aposentou-se apenas aos 70 anos. Ele foi responsável pelo laboratório do Instituto de Criminalística do RS e pioneiro na introdução da química forense no Estado.
Foi um ativista ecológico. Em entrevista a Zero Hora em 2013, Flávio Lewgoy lembrou que ingressou na Agapan para ajudar nas mobilizações contra a fábrica norueguesa Borregard em Guaíba, que, em um fato histórico para a indústria gaúcha e sua relação com o ambiente, foi fechada em 1973 por causa da poluição e forte cheiro que gerava.
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Contemporâneo de José Lutzenberger, Lewgoy lembrou que a Agapan acompanhou as atividades das sucessoras da Borregaard (Riocell, Klabin e Aracruz) e que seguiria monitorando a planta da Celulose Riograndense, por entender que o tipo de indústria causa impacto ambiental. Entre as causas que abraçou, trabalhou também no cerco a agrotóxicos.
- Era uma pessoa muito engajada na parte ambiental e que se preocupava com a saúde das pessoas - lembra a filha Ana Beatriz Lewgoy Iochpe.
Lewgoy deixa ainda os filhos Suzete, Henrique e Bernardo, a mulher, Bella, cinco netos e um bisneto. O velório será no domingo de manhã no Cemitério União Israelita Porto-Alegrense.
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