Um representante do grupo supremacista Ku Klux Klan (KKK), dos Estados Unidos, elogiou o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). A menção ao candidato brasileiro foi feita pelo historiador David Duke em 9 de outubro, em um programa de rádio que ele apresenta. O concorrente ao Planalto, contudo, publicou em suas redes sociais que recusa "qualquer tipo de apoio vindo de grupos supremacistas".
Duke foi um dos articuladores dos protestos em defesa da supremacia branca em Charlottesville, em 2017, e atuou como cabo eleitoral de Donald Trump entre membros da extrema-direita americana. O presidente norte-americano diz que não o conhece pessoalmente e que rejeita o apoio.
O membro da KKK destacou Bolsonaro como parte de um fenômeno nacionalista em escala global. Porém, fez ressalvas da relação do brasileiro com os judeus — a quem acusa de fazer uma "lavagem cerebral no mundo".
— Ele soa como nós. E também é um candidato muito forte. É um nacionalista — disse o ex-líder da KKK, complementando:
— Ele é totalmente um descendente europeu. Ele se parece com qualquer homem branco nos EUA, em Portugal, Espanha ou Alemanha e França. E ele está falando sobre o desastre demográfico que existe no Brasil e a enorme criminalidade que existe ali, como por exemplo, nos bairros negros do Rio de Janeiro.
Nesta terça-feira (16), com a repercussão da notícia, Bolsonaro publicou uma nota em suas mídias sociais dispensando o apoio de Duke, com mensagem inclusive em inglês:
"Recuso qualquer tipo de apoio vindo de grupos supremacistas. Sugiro que, por coerência, apoiem o candidato da esquerda, que adora segregar a sociedade. Explorar isso para influenciar uma eleição no Brasil é uma grande burrice! É desconhecer o povo brasileiro, que é miscigenado."
Fernando Haddad, concorrente pelo PT à presidência, alfinetou o adversário em seu conta no twitter.
"Meu adversário também está compondo com aliados e somando forças. Hoje ele recebeu o apoio da Ku Klux Klan..."
A KKK atua nos EUA desde 1865. Nas ações, seus integrantes usavam capuzes brancos para proteger a própria identidade e que parecer mais assustadores para suas vítimas. O grupo, que defende a supremacia branca sobre os negros e judeus, foi responsável por torturas e linchamentos contra minorias.


