
O ritmo frenético das convenções partidárias, estaduais e nacionais, neste fim de semana, últimos dois dias para realização de convenções, chegou a uma resultante: 14 candidaturas para a eleição à Presidência e 8 para o governo do Estado. A composição das chapas, com a definição dos candidatos a vice, foi outro fator que tornou intensas as negociações. Houve uma tentativa do PT de espichar o prazo para indicação de candidatos a vice até o dia 15 deste mês, data final para registro de candidaturas, para prolongar a negociação entre os partidos de esquerda. Mas um entendimento do TSE, de que 24 horas depois do dia 5 de agosto as atas das convenções partidárias devem ser entregues com preenchimento completo das chapas, colocava em risco de impugnação aquela que ficasse sem a indicação do vice.
A noite chegou sem o anúncio oficial de um candidato a vice do PT, mas, informalmente, o nome do ex-prefeito de São Paulo e coordenador do programa de governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fernando Haddad, era dado como certo. Assim, ele se impõe como plano B petista caso Lula, de fato, tenha sua candidatura impugnada, como ordena a Lei da Ficha Limpa.
As definições das chapas para as eleições majoritárias no país e no RS contemplam as presenças de três caxienses. A convenção do MDB, realizada ontem em Porto Alegre, sacramentou o que era esperado: o governador José Ivo Sartori concorre à reeleição, tendo como companheiro de chapa o atual vice-governador, José Paulo Cairoli (PSD). A mesma convenção serviu de cenário também para a confirmação do nome do ex-governador gaúcho Germano Rigotto (MDB) como candidato a vice-presidente na chapa de Henrique Meirelles (MDB). Um dia antes, o PCdoB oficializou a caxiense Abigail Pereira como candidata ao Piratini.
Além de Rigotto, o final de semana teve mais confirmações de candidatos a vice-presidente: o anúncio de maior impacto foi o do general da reserva Antonio Hamilton Mourão, do PRTB, como companheiro de chapa de Jair Bolsonaro, do PSL. Dessa forma, não se confirmou a 15ª candidatura à Presidência, a do candidato de sucessivas eleições anteriores, Levy Fidélix. Outra confirmação de vice foi a da senadora Kátia Abreu, do PDT, na chapa de Ciro Gomes. Já o PCdoB definiu o nome do vice na chapa de Manuela D’Ávila à Presidência. Será o sindicalista Adilson Araújo, presidente da Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).
Em outra decisão esperada, o PSB oficializou a neutralidade na eleição presidencial, sem apoio a Ciro Gomes, como queria o PT.
CANDIDATOS AO GOVERNO FEDERAL
Álvaro Dias (Podemos)
Vice: Paulo Rabello de Castro (PSC)
Cabo Daciolo (Patriota)
Vice: Suelene Balduino Nascimento (Patriota)
Ciro Gomes (PDT)
Vice: Katia Abreu (PDT)
Geraldo Alckmin (PSDB)
Vice: Ana Amélia (PP)
Guilherme Boulos (PSOL)
Vice: Sônia Guajajara (PSOL)
Henrique Meirelles (MDB)
Vice: Germano Rigotto (MDB)
Jair Bolsonaro (PSL)
Vice: General Mourão (PRTB)
João Amoêdo (Novo)
Vice: Christian Lohbauer (Novo)
João Goulart Filho (PPL)
Vice: Léo Alves (PPL)
José Maria Eymael (DC)
Vice: Deus Helvio Costa (DC)
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
Vice: Fernando Haddad (PT)
Manuela D’ Ávila (PCdoB)
Vice: Adilson Araújo (PCdoB)
Marina Silva (Rede)
Vice: Eduardo Jorge (PV)
Vera Lúcia (PSTU)
Vice: Hertz Dias (PSTU)
CANDIDATOS AO GOVERNO
Abigail Pereira (PC do B)
Vice: Tiago Souza da Silva (PCdoB)
Eduardo Leite (PSDB)
Vice: Ranolfo Vieira Júnior (PTB)
Jairo Jorge (PDT)
Vice: Cláudio Bier (PV)
José Ivo Sartori (MDB)
Vice: José Paulo Cairoli (PSD)
Julio Flores (PSTU)
Vice: Ana Clélia Schneider (PSTU)
Mateus Bandeira (Novo)
Vice: Bruno Miragem (Novo)
Miguel Rossetto (PT)
Vice: Ana Affonso (PT)
Roberto Robaina (PSOL)
Vice: Camila Goulart (PSOL)




