
O segundo ano do governo Daniel Guerra (PRB) começa, politicamente, nesta quinta-feira em Caxias do Sul. Depois de um período morno, decorrente do recesso do Legislativo, os confrontos entre uma parcela da oposição e a administração são retomados. 2017 serviu para mostrar que os adversários (dentro e fora da Câmara de Vereadores) não pretendem dar sossego.
Com o pedido de impeachment em andamento, em meio a liminares judiciais favoráveis ao prefeito em relação ao prazo para o encaminhamento da defesa, que passa a contar a partir desta quinta-feira, naturalmente é delicada a relação entre o Executivo e o Legislativo. A interação do prefeito na sessão de abertura do ano legislativo é um termômetro. Há uma ameaça clara ao seu mandato.
O governo precisa começar a facilitar o trânsito dos vereadores junto às secretarias, diminuindo a centralização, e buscar a integração e parceria com o Legislativo. As relações institucionais são fundamentais, mesmo que as posições sejam divergentes. Não significa que isso vá impedir os embates por parte de alguns declaradamente contra o governo, mas pode contribuir para diminuir as tensões.
O que esperar de 2018? É isso que começa a se desenhar a partir do tom da mensagem que Guerra levará à Casa.
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