
A Polícia Civil desencadeou uma operação contra irregularidades na prestação de serviços de horas-máquina por empresa contratada pela prefeitura de Veranópolis. A operação denominada Fango conta com 37 agentes e cumpre 13 ordens judiciais na manhã desta segunda-feira. A estimativa é que a fraude causou um prejuízo de até R$ 250 mil ao erário municipal entre 2014 e 2016.
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A investigação é chefiada pela Delegacia de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública e Ordem Tributária (DEAT) com apoio com da Promotoria de Justiça local. São cumpridos seis mandados de busca e apreensão e sete de indisponibilidade de bens dos investigados, visando ao ressarcimento ao erário municipal.
De acordo com o delegado Max Otto Ritter, a investigação teve início no final de 2016, após denúncias de irregularidades sobre a prestação de horas-máquina que são subsidiados pela Secretaria Municipal da Agricultura e Meio Ambiente por meio de política pública para beneficiar produtores rurais.
O programa permite que famílias, que têm talão do produtor, tenham 10 horas-máquina por ano. O município arca com 60% do custo e o agricultor os outros 40%. São oferecidas retroescavadeira, escavadeira hidráulica e trator esteira. A suspeita é de que alguns serviços não chegaram a ser prestados, mas foram pagos pelo município.

São investigados crimes de estelionato contra administração pública e Associação Criminosa. A Polícia Civil ainda não divulga os nomes dos investigados ou da empresa contratada pela prefeitura de Veranópolis para o serviço.


