
O Estado encomendou um estudo para avaliar uma parceria público-privada (PPP) no Parque do Caracol, em Canela. O objetivo é definir o modelo de contrato para que a iniciativa privada atue no principal ponto turístico do município da Região das Hortênsias. A previsão da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo é que o documento esteja pronto em 60 dias.
Embora o parque pertença ao Estado, atualmente é o município quem faz a gestão do local. O contrato encerra em meados do ano que vem. O secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Rio Grande do Sul, Ruy Irigaray, diz que a prefeitura permanecerá como parceira. No entanto, ele ainda não especifica como isso será feito, porque diz que essa definição depende do resultado do estudo. Para Irigaray, a PPP será capaz de trazer maior qualificação ao parque, com novas atrações.
— Nós queremos um ponto de referência internacional — comenta.
A um ano do fim do contrato, a prefeitura quer renová-lo, mas quer alterações em três pontos. O município propõe que a divisão dos recursos obtidos com o parque tenha uma mudança. Atualmente, 80% do valor bruto fica com a administração municipal, que também é responsável pelos cuidados com o atrativo e folha de pagamento dos funcionários. Os outros 20% ficam com o Estado. A proposta é que a divisão passe para 70% para o município e 30% para o Estado do valor líquido. Ou seja, a repartição ocorreria depois do pagamento de despesas.
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O secretário do Turismo de Canela, Ângelo Sanches, também quer que o contrato libere a possibilidade de vender entradas pela internet e fechar parcerias com agências de viagens. Outra sugestão é que a prefeitura ganhe mais autonomia para obras no local. Para Sanches, isso possibilitaria, por exemplo, o conserto mais rápido da escadaria que dá acesso à parte debaixo da cascata, fechada por problemas na estrutura depois de um temporal no segundo semestre de 2015.
O concerto está orçado em quase R$ 3 milhões. O secretário municipal diz que existem recursos disponíveis, mas que ainda depende de autorização do Estado. Diante da demora, Sanches propõe que a escadaria seja substituída por um elevador panorâmico. Segundo ele, o custo é semelhante e existe a possibilidade de agregar mair valor à atração.
—Estamos de mãos amarradas aguardando o Estado para ver se vão renovar o contrato ou vão propor outro tipo de parceria — aponta o secretário.
O Estado garante que a continuidade do modelo atual está descartada e que até meados do ano que vem o novo formato estará implantado. Conforme o município, a arrecadação anual do parque é de R$ 6 milhões por ano. O ingresso custa R$ 20 por pessoa.



