
Se o Sagitário simbólico já nasce acoplado a um fogoso cavalo e com flechas em punho, é porque vem destinado a grandes jornadas. Viver é experimentar-se no entusiasmo de viajar, aprender e ensinar. É questionar e buscar respostas para guiar e inspirar outros. Ou é simplesmente viver, ao máximo e sem limites, porque a morte é certa.
Viver para contar foi o propósito de vida de Erico Verissimo, criador do centauro absoluto Capitão Rodrigo Cambará. Erico assumia uma missão: “O menos que um escritor pode fazer, numa época de atrocidades e injustiças como a nossa, é acender sua lâmpada, fazer luz sobre a realidade de seu mundo”.
Iluminar sombras também animou Clarice Lispector em suas viagens nos mundos de fora e de dentro. Eterna estrangeira, Clarice clareou nossos escuros e desvãos, enxergando além do banal e revelando o transcendente em epifanias do cotidiano. Ler Clarice é sempre ir além de onde alcança nossa visão.
Outras flechas sagitarianas almejam alvos ainda mais elevados, no âmbito do sagrado. Podem ser como as do filósofo Baruch Espinoza, espelhando Deus na natureza. Ou como as do guru Osho, querendo integrar matéria e espírito. Ou como as do Papa Francisco, na opção de reconhecer o divino no simples e no direito à humana gargalhada.
E quem pode conter os visionários cineastas sagitarianos? Como medir tudo o que Walt Disney legou de encantamento ao mundo com suas ousadias criativas? E o que dizer do universo sem limites de tempo e espaço de Steven Spielberg, entre corações extraterrestres e revividos dinossauros?
E arme-se um megaconcerto para os superlativos centauros músicos. Profeta profano, Jim Morrison abre as portas da percepção em lisérgicos rituais. Jimi Hendrix se junta, incendiando guitarras, cavalo de fogo literal. E Keith Richards põe as pedras a rolar para manter-se vivo, querendo mais, mais, mais...
Na tevê, Rafinha Bastos desafia os limites do humor: vale tudo numa piada? Provocante, Cássia Eller mostra os seios; Angela RoRo gargalha. E outra famosa gargalhada anuncia: Silvio Santos vem aí! Produção, correi, pois nada freia esse alazão..


