

O povo unido jamais será vencido! Esse bordão costuma ecoar em protestos e rebeliões de cunho social. Na astrologia, a união de forças por mudanças de interesse comum é tema do signo de Aquário e do seu regente, o planeta Urano. Descoberto em 1781, por meio de telescópio, Urano veio dividir com Saturno a regência aquariana. Desde o surgimento da astrologia, entre os povos antigos, conheciam-se os planetas visíveis a olho nu, sendo Saturno o mais distante. Por meio da tecnologia, no caso o telescópio, abriu-se com Urano uma grande angular sobre o céu. Mudou tudo!
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O avistamento de um novo e impensável planeta, quebrando a velha concepção cósmica, foi sincrônico de tempos revolucionários entre os homens. Basta evocar o movimento Iluminista e a ênfase na razão e na ciência, a Revolução Industrial, a independência dos Estados Unidos e a Revolução Francesa. Ah, em 1789, em homenagem ao planeta recém-nomeado, um novo elemento químico identificado ganhava o nome de Urânio, prenunciando a radioatividade e a energia nuclear. Alguma dúvida de que o mundo moderno nascia ali?
Para ressaltar sua simbologia de revolucionário e transgressor, Urano é pura excentricidade no céu. Radicalmente inclinado, ele gira "deitado", como se estivesse rolando em sua órbita! E gira no sentido contrário ao da Terra! O cara é mesmo do contra! Leva sete anos para atravessar cada signo do zodíaco, marcando toda uma geração com ideais comuns. Até março de 2019, cruza o fogoso signo de Áries, dando a esses nossos tempos uma qualidade turbulenta, voluntariosa e extremista. Pesquise os eventos mundiais da passagem anterior de Urano por Áries, entre 1928 e 1935. Tempos bombásticos!
Em um mapa individual, quando faz ângulo com os planetas definidores da personalidade, Urano imprime rebeldia, contestação e sentido de liberdade à expressão pessoal. Nem precisa ser aquariano para se sentir convidado a mudar os rumos da civilização. Porque, como canta Belchior, o novo sempre vem. E os uranianos sempre são arautos do novo.




