
Domingo é o último dia de operação do restaurante Colina Grill. Mas a despedida será diferente. O tradicional cardápio de domingo, que inclui o churrasco, que chegava a reunir até 600 pessoas nos finais de semana, terá todas as limitações impostas por decreto. A redução de 70% do movimento provocada pela pandemia acelerou a intenção da família Ferro de encerrar as atividades do tradicional restaurante, após 24 anos de atuação no bairro Colina Sorriso.
O fundador Antônio Octávio Ferro, ou Toninho Ferro, era sócio de outro tradicional restaurante que não existe mais, o Gianella. Quando deixou a sociedade, montou o Colina Grill para a sua família, que continuou tomando conta do negócio depois que ele morreu em 2014. Os dois filhos, nora, genro e dois netos já pensavam em cuidar de projetos pessoais. A crise acelerou os planos. De quase 300 pessoas atendidas em dias de semana e o dobro disso no domingo, o restaurante chega ao máximo a 100 pessoas nos dias mais concorridos.
Franciele Ferro Dal Pizzol, que cuida da administração do restaurante, diz que tomar a decisão de fechar foi muito difícil.
_ Eu praticamente nasci aqui dentro. Não sei como será no domingo, parece que só vai cair a ficha nesse dias. Os funcionários se emocionaram muito quando comunicamos. Temos um que está conosco há 24 anos, temos garçom com 17 anos de casa _ conta a neta do fundador.
Além das seis pessoas da família, o Colina empregava 12 pessoas. O prédio próprio da família, de 1,6 mil metros quadrados, será alugado para uma rede de supermercados.




