
O balanço dos primeiros três meses do ano da Marcopolo é um termômetro do que poderia ter sido o ano se a pandemia não tivesse vindo para atrapalhar os planos. A receita líquida consolidada da fabricante de ônibus de Caxias do Sul alcançou R$ 919,4 milhões no primeiro trimestre de 2020, aumento 2,3% em relação ao mesmo período de 2019. Mesmo que o início do ano costume ser o menos aquecido e com o impacto da paralisação das atividades da companhia no Brasil no final de março, o resultado positivo chama atenção.
O aquecimento do mercado interno do início de ano foi o destaque. Os negócios no mercado brasileiro cresceram 14,2%, com R$ 469,6 milhões, e representaram 51,1% do total. Ao todo, a produção foi de 3,4 mil unidades. Os segmentos de melhor desempenho foram os de ônibus rodoviários e urbanos, que alcançaram crescimento de mais de 50%, tanto em receita como em produção.
O aquecimento do mercado interno do início de ano foi o destaque. Os negócios no mercado brasileiro cresceram 14,2%, com R$ 469,6 milhões, e representaram 51,1% do total. Ao todo, a produção foi de 3,4 mil unidades. Os segmentos de melhor desempenho foram os de ônibus rodoviários e urbanos, que alcançaram crescimento de mais de 50%, tanto em receita como em produção.a
No mercado externo, o primeiro trimestre já contabiliza os efeitos da pandemia com a interrupção das atividades da Marcopolo China, que registrou retração de 82,2% na produção e a variação cambial causada pela desvalorização de moedas locais em relação ao dólar. As exportações apresentaram retração de 19,4% na receita líquida, com volumes menores também para Chile, Peru e Argentina. Com restrições de locomoção da Covid-19, a empresa não prevê uma rápida recuperação de volumes nos mercados da América do Sul.
Diferentemente da crise que começou em 2014, em que a companhia tinha as exportações como alternativa, o cenário de pandemia mundial torna ainda mais desafiadores os trimestres que virão pela frente.
O desafio dos próximos trimestres
Segundo José Antonio Valiati, diretor financeiro e de Relações com Investidores da Marcopolo, o legado do primeiro trimestre para combater a crise é a boa carteira de pedidos. Segundo a companhia, houve poucos cancelamentos. Desde o fim das férias coletivas em 12 de abril, a fabricante mantém aproximadamente 50% da mão de obra em atividade nas unidades nacionais. Apesar dos volumes menores, afirma estar
recebendo novos pedidos diariamente e prevê estabilidade até o final de julho. Entre as medidas para enfrentar a crise, aponta a contenção de custos e preservação do caixa, redução de despesas não obrigatórias, e custos com folha de pagamento, restrição de investimentos, cancelamento de novas etapas do programa de distribuição de proventos, renegociação de prazos de pagamento e a atenção redobrada nas contas a receber e na cobrança, incluindo o Banco Moneo e unidades faturadas dentro do programa Caminho da Escola. Os estoques de produtos prontos e de matéria-prima também estão sendo adequados à nova realidade de mercado.


