
Com a classificação da Serra com bandeira laranja no modelo de distanciamento controlado estabelecido pelo governo estadual, o bufê em restaurante passou a ser proibido. Porém, Caxias do Sul já tinha liberado este sistema antes. A prefeitura não incluiu este tema no novo decreto, mas está orientando os donos de restaurantes a manter os estabelecimos abertos adotando alternativas. De acordo com o secretário de Urbanismo, João Uez, como o prato feito é permitido, os estabelecimentos são orientados a servir para os clientes.
_ O que muda é que a pessoa não vai se servir _ explica Uez.
O Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria (SEGH) da região Uva e Vinho informou os associados sobre as novas orientação em comum acordo com a Vigilância Sanitária de Caxias do Sul. Os restaurantes com serviço de bufê podem atender optando por duas formas. A primeira prevê balcão onde a equipe do estabelecimento, usando máscara, avental e demais equipamentos de proteção (EPIs), serve o cliente conforme ele solicita. E o consumidor, de máscara, deve estar a um metro e meio do balcão, conforme demarcado, para fazer o pedido e retirar seu prato no final. A segunda opção é definir prato do dia ou prato executivo. Neste último caso, pode ser ofertada mais de uma escolha.
Conforme a diretora-executiva do sindicato, Márcia Ferronatto, outros municípios da região, também adotam alternativas. Em Bento Gonçalves, estão com os chamados "empratados", assim como Farroupilha. Mesmo com este entendimento dos municípios, o SEGH está buscando adequação no decreto estadual. O presidente da entidade, Vicente Perini, dono do Q Restaurante, já está trabalhando com o novo sistema desde a volta às atividades.
_ Porque eu acho mais seguro. Pelo decreto do Estado e o que foi acordado com município, surge uma alternativa mais fácil do que servir à la carte. Então o bufê vira um expositor de comida. A diferença é que os clientes estão distante, não tocam nos utensílios, e a gente vive passando álcool em gel e tomando todos os cuidados. Alguns clientes não entendem, mas é a única forma de continuarmos atendendo _ explica Perini.






