Autoridades dos Estados Unidos multaram a Lufthansa em 4 milhões de dólares (22,5 milhões de reais na cotação da época), um recorde, após concluírem que a companhia aérea alemã discriminou mais de cem passageiros judeus ao impedir seu embarque em 2022.
Um total de 128 viajantes tiveram o embarque negado em um voo de conexão depois que alguns não seguiram as instruções, incluindo medidas anticovid-19, como o uso de máscaras, em um voo dos Estados Unidos para a Alemanha, disseram as autoridades de transporte.
O Departamento de Transportes dos EUA disse que a multa por recusa de embarque em 3 de maio de 2022 em Frankfurt, na Alemanha, é a maior imposta por violação dos direitos civis.
A Lufthansa impediu o embarque de todos devido ao "aparente mau comportamento de alguns porque eram aberta e visivelmente judeus", disseram funcionários desse departamento.
A Lufthansa negou qualquer indicação de que seus funcionários tenham praticado qualquer discriminação.
A companhia aérea alemã comunicou ao governo americano que pediu desculpas publicamente em diversas ocasiões por impedir que os passageiros continuassem a viagem, mas negou que algum funcionário tenha realizado qualquer forma de discriminação.
Em um comunicado divulgado após o anúncio da multa, a empresa afirma que iniciou um novo programa de treinamento "para abordar o antissemitismo e a discriminação".
* AFP