Se a greve dos caminhoneiros terminasse na tarde deste sábado (26), o abastecimento de combustíveis em Porto Alegre só seria normalizado em cinco dias. É com essa perspectiva que trabalha o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Lubrificantes no Rio Grande do Sul (Sulpetro), João Carlos Dal'Aqua.
– A distribuição começaria imediatamente, mas com restrições porque há uma grande demanda reprimida – avalia.
A Capital conta com 280 postos. No Estado, são 2,8 mil estabelecimentos. Segundo Dal'Aqua, muitos caminhões já estão carregados, prontos para fazer a distribuição, mas, em razão do medo de encarar bloqueios nas estradas, não saíram das garagens.
O Sulpetro também acredita que a normalidade retorne ao abastecimento de etanol um pouco mais tarde, talvez um ou dois dias após a regularização de oferta/demanda de gasolina. Isso porque esse combustível precisa vir de outros Estados, assim como insumos, entre eles o biodiesel.
O Sindicato das Distribuidoras de Combustíveis do Rio Grande do Sul (Sindisul)é um pouco mais otimista nas previsões. Para a entidade, Porto Alegre e Região Metropolitana conseguiriam regularizar a oferta de gasolina e diesel em até quatro dias já que a cidade fica próxima a cinco bases de distribuição. Para o Interior, a perspectiva seria de normalização em até seis dias, dependendo das distâncias das cidades das bases secundárias de distribuição.
– As distribuidoras têm combustível, mas não podem levar. Se fosse garantida uma escolta, levaríamos aos postos para abastecer a população – diz o presidente do Sindisul, Roberto Toniotto.
Neste sábado, o Sindisul, que reúne 10 distribuidoras, entregou ofício ao governo do Estado solicitando apoio da Polícia Rodoviária Federal e da Brigada Militar para fazer a entrega de combustível. O sindicato garante que praticamente todos os postos gaúcha estão sem estoques e que a situação se tornará crítica nos próximos dias.



