Acompanhando as buscas desde as 7h30min, o pai de Karine Gonçalves, levada pela enxurrada que atingiu a casa onde vivia com a companheira, disse não ter mais esperanças de encontrar a filha com vida. Luiz Roberto Gonçalves, 61 anos, acompanha o trabalho dos bombeiros, no bairro São José, e aguarda o resgate do corpo para ficar em paz.
– Vou ficar o dia todo aqui, como fiz ontem. A esperança é de encontrar o corpo. Esperança de encontrar com vida não existe. A família toda está arrasada. Está muito difícil para a gente – relatou.
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O Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil seguem com os trabalhos em busca do corpo de Karine. Na madrugada de quinta-feira (8), a casa em que ela vivia com a mulher, Daiane Silva, foi atingida por enxurrada depois que o riacho que passava perto do lugar transbordou. A água invadiu a residência, que fica na Rua da Represa, no bairro São José, na zona leste da Capital.
As duas foram arrastadas. Daiane foi encontrada a cerca de 500 metros da residência e encaminhada ao Hospital de Pronto Socorro (HPS) por volta das 8h, onde segue em recuperação.
Os bombeiros seguiram trabalhando nos resgate de Karine durante toda a quarta-feira. Eles suspenderam as buscas no final da noite e retomaram às 7h desta sexta-feira.
Conforme o Comandante Hormch, do Corpo de Bombeiros, as buscas seguirão durante todo o dia. Os trabalhos estão concentrados na área de uma galeria de esgoto, onde moradores relataram ter visto o corpo de Karine sendo levado pela enxurrada.
Como ajudar
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul está recebendo doações para os atingidos pelo mau tempo em todo o Estado. Alimentos não perecíveis, roupas em condições de uso, produtos de higiene e limpeza, cobertores e colchões estão entre os itens mais pedidos pelo órgão.
No distrito de Vila Oliva, em Caxias do Sul, região mais afetada pelo aguaceiro de ontem, a prefeitura pede, principalmente, colchões para ajudar as famílias desabrigadas. As doações podem ser entregues na prefeitura de Caxias (Rua Alfredo Chaves, 1333) ou diretamente em Vila Oliva. Informações são repassadas por meio dos telefones (54) 3218.6013 e (54) 3218.6015.
Em Porto Alegre, como o principal problema é registrado por alagamentos dentro de casas, produtos de limpeza e higiene são os objetos mais solicitados, conforme destacou o major Alexsandro Goi, coordenador da Defesa Civil na Região Metropolitana. Na Capital, a Central de Doações da Defesa Civil do RS fica na Avenida Borges de Medeiros, 1501, no bairro Praia de Belas.
Batalhões da Brigada Militar (BM) e do Corpo de Bombeiros também são pontos de coleta em todo o RS. As centrais de doações estão espalhadas pelos municípios atingidos. Quem quiser ajudar pode ligar para o número 199 e se informar sobre qual o local de coleta mais próximo.

*Zero Hora


