Uma menina indígena de 10 anos foi estuprada na noite deste sábado na área da Aldeia dos Coqueiros, em Estrela, no Vale do Taquari. Conforme a Polícia Civil, o abuso ocorreu em um matagal no momento em que a criança foi colher frutas para a família. O suspeito também é integrante da tribo e teve a prisão preventiva solicitada à Justiça, segundo o delegado.
O pai começou a desconfiar que havia algo errado quando percebeu que a filha demorava demais para voltar. Preocupado, ele foi atrás da menina com o corpo com sangue e as roupas sujas de terra. Após ver o pai, criança contou que foi violentada. O homem chamou a Brigada Militar, que a levou para o Hospital de Estrela. A menina passou por cirurgia na instituição, onde segue internada neste domingo.
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Conforme o delegado José Romaci Reis, o suspeito do estupro cumpre pena no regime semiaberto e tem antecedentes por tráfico de drogas.
- Ele não foi preso na hora porque o cacique, que é tio dele, disse que ele não estava na aldeia e não permitiu a entrada dos policiais. Mas já pedi a prisão preventiva pelo estupro e ele deve se entregar nos próximos dias - disse o delegado.
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A Polícia Federal informou que, se houver alguma diligência a ser cumprida na aldeia, será somente na terça-feira. Mesmo sendo uma terra indígena, a delegacia regional da PF em Santa Cruz do Sul informou que a Polícia Civil tem liberdade para intervir em crimes dentro da tribo, o que também foi confirmado pelo delegado.
Na ocasião, somente dois policiais militares foram até a aldeia para procurar o suspeito. Para evitar confusão e como o homem já havia sido identificado, a decisão da polícia foi de não entrar no local naquele momento, informou Reis.
- Eles estavam só em dois homens. O cacique disse que o homem não estava, que tinha fugido. Invadir a aldeia para procurar o cara não fazia sentido, eles poderiam correr riscos - explicou Reis.
O Hospital de Estrela não informou o estado de saúde da criança. Segundo a Polícia Civil, que está acompanhando o caso, ela está em estado grave, mas passa bem após a cirurgia.
*Zero Hora


