
A inovação faz parte de nossas vidas, e os bons exemplos servem para serem seguidos e repetidos, até que soluções melhores apareçam ou sejam criadas.
Nos dias de hoje, se discute muito no Brasil a gestão de clubes de futebol e do próprio Campeonato Nacional. Cobra-se uma postura profissional e organizacional observadas nas grandes ligas do esporte mundial.
Porém, o sistema de institucionalização que se apodera de clubes e das entidades que organizam o futebol no país é muito forte, talvez em razão de nossa cultura. Muitos enxergam a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) como uma instituição governamental, o que não é. A CBF é uma associação sem fins lucrativos, ou seja, entidade privada, e, apenas por regular o futebol brasileiro, ela necessita, após muita luta e investigação, prestar suas contas ao povo brasileiro. A visão em relação aos clubes é semelhante. Contrário ao que sentimos, os clubes também são associações de prática esportiva, nomeados pela lei 9.615/98, e também entidades privadas.
Leia mais:
Sérgio Villar: a ousadia que faz bem ao futebol
Luis Eduardo Paluga Martins: olhos para a base, o futebol do futuro
Cláudio Furtado: quatro anos sem Airton Pavilhão, a lenda
Olhemos os bons exemplos no mundo: NBA, NFL, NHL, Premier League, todas ligas de sucesso, todas elas empresas Ltda´s. Não é apologia à transformação dos clubes em empresas. Mas a organização do nosso campeonato poderia se dar por meio de uma empresa onde os acionistas são os 20 clubes da Primeira Divisão. Existe isso? Sim! Premier League, muito prazer. Ao final de cada temporada, os clubes rebaixados transferem suas cotas de ações aos clubes que foram promovidos à Primeira Divisão, nada de muito complexo.
Voltando à nossa realidade, temos torcedores abnegados no comando de clubes que parecem instituições governamentais e, em geral, há despreparo delas para gerir. Claro que não dá para tirar méritos de presidentes que, em razão de suas habilidades, são bons administradores dentro do nosso sistema amador.
A modernização e a reestruturação dos clubes e de nosso campeonato passa por uma reforma completa de quem regula o futebol, quem organiza as competições, uma organização dos clubes dentro e fora dos campos, uma luta conjunta dos clubes para melhores cotas de TV e que estas sejam igualitárias. Só assim, poderemos ter no Brasil um exemplo como o do Leicester City, líder e, talvez, o próximo campeão inglês.
*ZHESPORTES

