
O empate com o Uruguai deixou lições para o Brasil. Primeiro, contra uma seleção desse porte, com um ataque poderoso, é preciso matar o jogo. O Brasil teve chance disso no primeiro tempo, quando estava 2 a 0. O jogo fluía fácil e percebeu-se até alguma soberba do nosso trio dourado, Neymar, Douglas Costa e Willian.
Segundo, é que falta repertório para a Seleção. Enquanto Fernandinho e Renato Augusto tiveram liberdade para jogar e Willian e Douglas deitaram e rolaram em cima de Álvaro Pereira e Fucile, tudo corria bem. A partir do intervalo, quando Oscar Tabárez trocou Cebolla Rodríguez (há muito tempo, já não é dessa turma) por Álvaro González, fechou os flancos e recheou o time, a Seleção não encontrou mais soluções.
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Terceiro, é que essa Seleção tem talento de sobra, mas falta-lhe rodagem. O Uruguai descontou numa falha, voltou do intervalo em cima, empatou e depois produziu um filme de terror na Arena Pernambuco. A gurizada sentiu, e a bola pesou nos pés. A zaga falhou em excesso, se perdeu totalmente. E Neymar, numa tentativa de resolver tudo sozinho, ficou aquém . No final, ainda precisou ser retirado por Suárez, impedindo-o de cair em provocação de um urugaio.
Sobre as mudanças de Dunga, Lucas Lima poderia ter entrado antes. E preterir o goleador da Europa no momento, Jonas, me parece uma decisão questionável. Terça-feira, é contra o Paraguai, em Assunção. Sem Neymar e sem David Luiz, suspensos.
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