
O Grêmio, enfim, acordou para 2017. A direção demorou a se dar conta de que era pouco contar com os nomes que trouxe e um time campeão da Copa do Brasil desajustado pela saída de Walace e a lesão de Douglas. Romildo Bolzan Júnior abriu a temporada de extravagâncias na Arena. Isso significa que gastará para buscar um nome de que desça no Salgado Filho e entre direto no time para jogar. Um meia e um centroavante sãos as urgências.
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Entendo as dificuldades financeiras do Grêmio. O clube ainda sofre com a gastança do passado e também precisa arcar com os custos para que seu associado entre na Arena. Não ser dono do estádio inviabiliza o clube de potencializá-lo como fonte de renda. Isso desfalca contas que precisam ser equilibradas mês a mês.
Mesmo com todas esses percalços, o Grêmio deveria ter aberto a mão antes. Custo a acreditar que a direção tivesse convicção de que dava para encarar a Libertadores com reforços do quilate de Leonardo, Léo Moura, Cortez, Michel, Beto da Silva e Jael. Se acreditava mesmo nisso, errou grosseiramente.
A correção de rumo veio. Antes tarde do que nunca. O problema é que o Grêmio precisa correr contra o relógio e garimpar as alternativas que sobraram. Palmeiras, Atlético-MG e Flamengo, só para citar alguns dos adversários na Libertadores, já foram às compras. E se vitaminaram para encarar uma disputa que será longa e exigirá grupo e qualidade.

