
O futebol está na lida do gaúcho desde guri. E da gaúcha desde guria. É mais do que bola. É entretenimento sem deixar de ser peleia. É paixão misturada com religião. Neste palco de emoções, o Gauchão tem papel de personagem central há mais de um século.
É a raiz de Renato, Falcão, Sandro Sotilli, Lauro, Gilmar, Preto, Cláudio Millar, Paulo Gaúcho e outras centenas de jogadores. A origem de uma cultura dos campos, da bola e das arquibancadas que fez o nosso Estado ganhar o mundo por duas vezes.
E, agora, chegou a época do ano em que o mundo se resume àquela porção de terra que vai do Chuí ao Mampituba. A disputa pelo título mais importante do Rio Grande do Sul mobiliza torcidas nos mais longínquos rincões.
Se tua cidade não tem um time na disputa, a do vizinho deve ter. E certamente estarás de olho na RBS TV e de ouvido na Rádio Gaúcha em alguma partida, torcendo ou secando. Já anota na tua agenda: o Estadual começa no próximo dia 26 de janeiro, envolvendo 12 clubes. O primeiro jogo será entre Juventude e Inter, no Alfredo Jaconi, às 16h, pela RBS TV.
A final está prevista para o dia 2 de abril. Será o dia do pentacampeonato do Grêmio? O Inter vai sair da seca de títulos? O Juventude, embalado pela manutenção na Série A do Brasileirão, pode surpreender? Ou o Caxias, que chegou perto em 2020? E o Brasil, seria a hora de a taça voltar a Pelotas após mais de 90 anos?
Como parte da graça do futebol é não ter lógica, tem uma fila de times querendo surpreender os favoritos, não necessariamente nesta ordem: Ypiranga, São José, Novo Hamburgo, Aimoré, São Luiz, União Frederiquense e Guarany-Ba — este último voltando à elite após muito tempo e ainda ostentando a honra de ser o único clube do Interior a ser bicampeão estadual.
Ainda que em meio à pandemia, a Federação Gaúcha de Futebol (FGF) mantém-se firme no trabalho de garantir o rigoroso cumprimento dos protocolos sanitários, boa parte deles em vigência desde que o futebol retornou após quatro meses de paralisação total em 2020.
E este comprometimento para realizar um Gauchão só é possível graças ao envolvimento dos dirigentes dos clubes classificados. Sem este empenho em manter agremiações com cofres saudáveis e estádios com gramas verdinhas, não haveria engajamento das comunidades. Nem devoção de torcedores que cruzam o Rio Grande de carro, de ônibus ou de carona para acompanhar seu time quando joga fora de casa.
Ou seja: para que o artilheiro possa marcar um gol e correr para a galera, centenas de profissionais estiveram envolvidos antes para garantir o roteiro do espetáculo, seja nos clubes, na FGF e nos parceiros que atuam diretamente na construção do Gauchão, fortalecendo culturas e marcas.
A principal delas, o futebol gaúcho, que fomenta percepções de valor e chances de negócios dentro do ecossistema que gravita em torno da bola, seja na modalidade masculina ou na feminina, profissional ou de base, e extrapola os limites das arquibancadas dos estádios. O impacto de um gol, uma vitória ou título movimenta as cidades pelo Rio Grande do Sul.
— É sempre uma responsabilidade grande organizar uma competição do tamanho do Gauchão. Esperamos que seja um campeonato à altura da força e tradição do futebol gaúcho — projeta o presidente da FGF, Luciano Hocsman.
— O Campeonato Gaúcho se confunde com a própria história do Rio Grande. Representa nossas tradições, nossas origens, a raiz do nosso povo. Possibilita estreitar os laços de carinho e amor com nosso torcedor. Vencer o Gauchão é sempre um dos nossos objetivos, e o Grêmio vem forte em busca do pentacampeonato em 2022 — afirma o presidente do Grêmio, Romildo Bolzan Júnior.
— O Internacional tem a compreensão da importância desta competição para o desenvolvimento do futebol do Rio Grande do Sul. O Gauchão faz parte da nossa cultura. O clube entra em todas as competições com o objetivo de ganhar, e o Campeonato Gaúcho não seria diferente. A conquista do Gauchão é importante para fortalecimento de nossa estrutura e busca por conquistas — diz o presidente do Inter, Alessandro Barcellos.
— Será um campeonato muito disputado. Historicamente é assim, especialmente entre os clubes do Interior. Claro que a dupla Gre-Nal é sempre favorita. Mas, com a união de todos, poderemos ter um equilíbrio cada vez maior, fortalecendo as equipes para as disputas nacionais — assevera o presidente do Juventude, Walter Dal Zotto Júnior.
O envolvimento dos gaúchos com o campeonato estadual pode ser expresso em números. Na RBS TV, os jogos do Gauchão 2021 impactaram 6,8 milhões de pessoas, o que representa 66,3% dos telespectadores potenciais no estado, na projeção da medição da Grande Porto Alegre para o Estado. A final, no Gre-Nal que rendeu o tetra ao Grêmio, em 23 de maio, registrou a maior audiência. O jogo alcançou média de 34,1 pontos de audiência domiciliar na Região Metropolitana.
Na Rádio Gaúcha, a média foi de 103 mil ouvintes por minuto nas Jornadas Esportivas, o que representa crescimento de 10% de audiência em relação à pesquisa anterior. No digital, a editoria de Esportes de GZH e os colunistas esportivos totalizaram 33,7 milhões de pageviews.
Nos dias com transmissões de jogos, o player da Rádio Gaúcha em GZH registrou média de 220 mil plays por dia, acumulando 9,7 milhões de plays no Gauchão passado. Ainda no digital, no mesmo período, o GE RS registrou 82,8 milhões de pageviews.
É por todos estes elementos, que misturam emoção e razão, que mais uma vez o Gauchão estará na tela da RBS TV, às quartas-feiras e aos sábados. Haverá transmissões ao vivo também nos canais SporTV e Premiere. No site ge.globo/rs, também haverá espaço para partidas ao vivo ao longo do campeonato.
— Viver as histórias, inserir o torcedor dentro do estádio, impactar as comunidades que fazem o futebol existir em cada cidade. A partir do Gauchão, o Esporte da RBS pretende proporcionar aos gaúchos e às gaúchas a renovação da relação de pertencimento e reforço de identidade que o campeonato permite. A responsabilidade de novamente poder produzir conteúdos, gerar experiências e transmitir os jogos a todo o Estado nos orgulha, bem como a parceria com a FGF e os clubes. E um pedido: divirtam-se junto conosco ao viver o Gauchão — reforça Tiago Cirqueira, gerente-executivo de Esportes do Grupo RBS.
Então está combinado: a bola rola a partir do dia 26 deste mês. Mas desde hoje o Estadual já será assunto frequente na RBS TV, na Rádio Gaúcha, em GZH, Zero Hora, Diário Gaúcho e Pioneiro. Afinal, o futebol está casado com a cultura dos gaúchos. Na alegria ou na tristeza. Mas o que importa mesmo é celebrar, pois, nos nossos pagos, não haverá separação. O Gauchão faz parte da nossa essência. É a nossa raiz.