
A Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) decidiu alterar uma decisão de 2001 do Conselho Universitário para reforçar a proibição aos trotes violentos e constrangedores. A medida foi aprovada no fim de janeiro e está alinhada com uma lei municipal, aprovada na Câmara de Vereadores no ano passado. As informações são do blog Abecê da Rádio Gaúcha.
Em entrevista ao Gaúcha Repórter nesta quarta-feira, o pró-reitor de Assuntos Estudantis, Angelo Pereira, afirmou que a principal mudança é que agora as punições incluem os trotes praticados fora da universidade, e não apenas dentro dela. A medida segue orientação da lei municipal.
Estão proibidas ações até então comuns nos trotes aos calouros: exigir que os estudantes circulem descalços na rua, que peçam dinheiro nos semáforos, que entrem em piscinas com água fétida. Também são vetados atos que causem traumas físicos ou que ofendam os estudantes por causa do sexo, raça ou orientação sexual.
A universidade está estimulando os estudantes a promoverem ações de caráter social durante o trote, como doação de sangue e participação nas campanhas de combate ao mosquito Aedes aegypti.
Caso algum estudante desrespeite as regras, terá que responder a processo administrativo e pode até ser expulso da universidade.
– Pode chegar até o máximo de um processo de expulsão do aluno, de acordo com a gravidade – disse o pró-reitor.
No entanto, ele frisou que o comportamento dos estudantes está mudando e que espera não ser necessário se chegar a esses casos mais extremos:
– Temos um cuidado para evitar esses casos. As atividades solidárias estão cada vez mais presentes e os estudantes têm mudado o perfil dos trotes.
As aulas na UFRGS começam no dia 29 de fevereiro.


