Enquanto algumas cidades brasileiras sofrem com desabastecimento de gás de cozinha em meio à crise do coronavírus, no Rio Grande do Sul não há, até o momento, alerta para risco de faltar GLP. Conforme distribuidoras de Porto Alegre e da Região Metropolitana consultadas pela reportagem, o fornecimento caiu cerca de 20% desde a semana passada, mas ainda há estoque e fluxo de mercadorias para atender aos pedidos.
— Houve alguns dias em que ficamos com estoque bem baixo na semana passada, naquele corre-corre de consumidores fazendo estoque com medo da crise do coronavírus. Mas, nesta semana, voltou a esfriar a demanda — explica Carlos Henrique, proprietário da Costa Gás, no bairro Partenon.
Para evitar ficar sem produto, Carlos Henrique tem procurado manter o estoque com ocupação máxima e fazer novas encomendas tão logo as reservas comecem a baixar.
O problema em termos nacionais se concentra em São Paulo. Em locais onde o botijão de 13 quilos chega das distribuidoras às revendas, há filas e altos preços. No Rio Grande do Sul, o movimento vai na contramão: pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) verificou que, ao longo de março, o preço do botijão caiu de R$ 70 para R$ 69.
Magali Henicka, atendente da distribuidora Santo Antônio, no bairro Tristeza, afirma que na semana passada chegou a ficar dois dias sem o produto, já que o fornecedor alegava falta de vasilhames. No entanto, diz que a situação se normalizou nesta segunda-feira (30).
— Por enquanto, a expectativa que temos é de que o fornecimento permanece dentro do normal — afirma ela.
De acordo com a ANP, não há razão para corrida da população às revendas e distribuidoras de GLP para compra de botijão para formação de estoque. Em nota publicada na sexta-feira (27) e replicada pelo Sindicato das Distribuidoras de Gás no Estado (Singasul) em seu site, o órgão diz que abastecimento com gás de cozinha está ocorrendo em todo o país, embora possam ocorrer problemas pontuais diante da atual situação. "Recomenda-se aos consumidores que evitem a corrida às revendas, pois a previsão é de que o suprimento siga contínuo", diz o órgão governamental.




