
O jornalista Paulo Egídio colabora com a colunista Rosane de Oliveira, titular deste espaço
A apuração dos votos da eleição municipal, que renovou quase metade da Câmara de Vereadores, surpreendeu não apenas eleitores, mas também cúpulas de partidos políticos. Em muitos casos, nomes dados como certos ou sobre os quais os partidos nutriam esperança de vitória naufragaram nas urnas.
A onda de surpresas começou pelo presidente da Casa, Reginaldo Pujol (DEM), que não conseguiu se reeleger. O DEM, que possui quatro cadeiras, conquistou apenas uma para a próxima legislatura, que será ocupada por Nádia Gerhard. Mendes Ribeiro, que como Nádia migrou do MDB para o DEM, ficou de fora. A derrota de Pujol é atribuída ao alto índice de abstenção, já que seu eleitorado costuma ser mais velho.
Junto com o DEM, a bancada que mais encolheu foi a do PTB, que tinha seis vereadores e ficou com três. Dos que tentaram se reeleger, apenas o pastor Hamilton Sossmeier logrou êxito. Paulo Brum, Rafão Oliveira, Wambert Di Lorenzo e Luciano Marcantônio ficaram sem a cadeira.
Pelo PT, o número de vereadores continua o mesmo, mas apenas Aldacir Oliboni se manteve. Marcelo Sgarbossa, Adeli Sell e Carlos Comassetto não se reelegeram. Reginete Bispo, suplente do senador Paulo Paim, que representou uma candidatura coletiva, ficou como primeira suplente.
No MDB, a ligação familiar não serviu de trunfo. Pablo Melo, filho de Sebastião Melo, bateu na trave mais uma vez e será o primeiro suplente. A filha do deputado Bibo Nunes (PSL), Camila Nunes, também ficou de fora. O coronel Oto Amorim, ex-comandante do policiamento metropolitano e o ex-vereador Alceu Brasinha, que conquistou apenas 796 votos, são outros que não conseguiram uma vaga no Legislativo.
Entre os candidatos do Novo, Tiago Albrecht, que foi apadrinhado pelo deputado Marcel van Hattem, e Juan Savedra, indicado do deputado Fábio Ostermann, fracassaram nas urnas. Outra que não se elegeu foi a empresária Carmen Flores (PSC), que chegou a ensaiar uma pré-candidatura a prefeita antes de se lançar à Câmara. Fez apenas 955 votos, um oceano de diferença para os mais de 167 mil que conquistou em Porto Alegre dois anos atrás, quando disputou o Senado.
No PP, apenas Mônica Leal e Cassiá Carpes renovaram a cadeira. João Carlos Nedel não foi candidato e o partido não conseguiu eleger um terceiro nome. Os favoritos, André Machado e Matheus Ayres, tiveram de se contentar com a suplência.
O PDT perdeu a cadeira de João Bosco Vaz. No PL, que só elegeu um vereador, Nereu D’Ávila foi superado pelo líder do governo Nelson Marchezan, Mauro Pinheiro. O PSL, que também estava com Marchezan, ficou com uma cadeira, que será de Alexandre Bobadra. Cláudio Conceição não conseguiu se reeleger.
Apesar de sair do zero e formar uma bancada com duas vereadoras, o PCdoB não elegeu Abigail Pereira, dirigente da sigla que transferiu o título de Caxias do Sul para Porto Alegre para concorrer à Câmara.
Outro que ficou como suplente foi o coronel Mario Ikeda (PRTB), ex-comandante da Brigada Militar. A única cadeira da sigla ficou com Fernanda Barth.
Experimente um jeito mais prático de se informar: tenha o aplicativo GZH no seu celular. Com ele, você vai ter acesso rápido a todos os nossos conteúdos sempre que quiser. É simples e super intuitivo, do jeito que você gosta.
Baixe grátis na loja de aplicativos do seu aparelho: App Store para modelos iOS e Google Play para modelos Android.


