
Era a estreia no Gauchão, mas todos conectavam o jogo contra o Brasil-Pel com a final da Copa do Brasil, no domingo (7). Só que quem saiu candidato a enfrentar o Palmeiras está inelegível. O chileno César Pinares foi o grande nome do Grêmio na goleada na Arena. Pelo que jogou, o chileno seria, sim, uma potencial interrogação para a final.
Pinares foi um camisa 10 clássico. Deu lançamentos, passes que romperam as linhas, encontrou espaços que ninguém viu e participou de dois gols. Fez no Gauchão o que não havia feito desde que desembarcou de Santiago. Só que Pinares chegou depois das inscrições para a Copa do Brasil e, assim, deixou de ser alternativa a Jean Pyerre para a busca do hexa.
O jogo, é verdade, colaborou para que Pinares tivesse essa atuação de luxo. O Brasil mostrou-se um rival frágil. Cláudio Tencate remontou o grupo para 2021. Saíram 20 jogadores da campanha da Série B e chegaram 13. O time que entrou na Arena tinha sete caras novas.
Por isso, Tencate entrou para se defender. Deu a bola para o Grêmio e viu sua estratégia se desmoronar com 45 minutos de excelência do rival. Vanderson e Guilherme Azevedo, os guris feitos em casa, zuniram pela direita. Em 20 minutos, estava 2 a 0, com gol de Lucas Silva, de pênalti, e Ferreira, esse um golaço, de cabeça, com puro oportunismo.
Ferreira, aliás, era a grande atração da noite na Arena. Reivindicado pela torcida depois dos 30 minutos de alto nível contra o Palmeiras, ele não impressionou a ponto de virar candidato efetivo a roubar a vaga de Pepê ou Alisson no domingo. A expulsão, ao dar o troco em uma falta sofrida de Matheuzinho, quitou suas chances.
Ferreira deixou o time com um a menos nos últimos 15 minutos e saiu sem receber nem o olhar de Renato. Não interferiu no destino do jogo, que estava resolvido, mas viu suas chances de ser titular no domingo se reduzirem ainda mais.





