
Direitos humanos reconhecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU), os acessos à água potável e ao saneamento básico são pautas frequentes de cidades e regiões que buscam um desenvolvimento sustentável. Caso da Região Metropolitana de Porto Alegre, que vem sendo impactada por melhorias e adiantamento de obras no último ano, graças a uma parceria público-privada (PPP) entre a Ambiental Metrosul e a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). Entre os benefícios entregues à população, estão a criação de novas conexões, melhorias no sistema de esgotamento e serviços prestados a nove municípios.
Ao todo, as equipes da Ambiental Metrosul realizaram, aproximadamente,105 mil atendimentos às comunidades de Alvorada, Cachoeirinha, Canoas, Esteio, Eldorado, Gravataí, Guaíba, Sapucaia e Viamão, desde dezembro de 2020. Deste total, 20 mil foram relacionados aos serviços nas redes de esgoto, como manutenção, reparos, limpeza e desobstrução de tubulações, conforme dados da empresa.
Além disso, as equipes de hidrometria atuaram na troca de 85 mil hidrômetros, um dos compromissos assumidos pela empresa com a PPP. Segundo o diretor-presidente da Ambiental Metrosul, Ângelo Augusto Mendes, a substituição é uma recomendação do órgão certificador Inmetro nos aparelhos com data de validade superior a 5 anos, próxima de expirar ou com avarias em função das condições de conservação.
– Até junho de 2022, a previsão é de que 206 mil equipamentos sejam substituídos - prevê Mendes.
Para o presidente da Corsan, Roberto Barbuti, os atendimentos e a agilidade nos serviços são considerados determinantes para o sucesso do primeiro ano de atuação.
– A data marca muito mais do que um ano de uma iniciativa que foi inovadora para o Estado, e é a prova de que, quando se constrói um processo de forma adequada, temos alternativas para agilizar os serviços e atender a população de forma qualificada. É neste caminho que estamos indo no modelo de privatização da Corsan. Buscando alternativas para atender a população, otimizando os recursos. Assim, todos ganham – opina Barbuti.
Mendes destaca, ainda, a construção de um bom relacionamento com a comunidade, a partir dos projetos socioambientais e trabalhos de aproximação.
– Trabalhamos fortemente na aproximação junto às comunidades para entender melhor as necessidades de cada local. Foram, aproximadamente, 540 encontros realizados com lideranças locais e entidades representativas para ouvir os anseios e as carências, com o objetivo de agir pontualmente em cada região – complementa o diretor-presidente da Ambiental Metrosul.
Antecipação de obras e sustentabilidade
Um marco no primeiro ano de operação foi a antecipação, em ação conjunta da PPP, das obras de universalização de esgoto na cidade de Canoas, para julho. A empresa conseguiu adiantar em um ano uma das obras de construção de 30 quilômetros da rede, criando 4,5 mil novas conexões ao sistema no bairro Harmonia, beneficiando 31 mil pessoas.
– A princípio, o primeiro ano de atuação seria dedicado à operação da estrutura existente e ao planejamento de projetos. Definidas as antecipações, a empresa precisou se reorganizar e acelerar as demandas – contextualiza Mendes.
Desta forma, a população pôde contar, antes do previsto, não só com os benefícios do tratamento de esgoto, mas também com a redução do impacto ambiental. Por exemplo, a contribuição para a despoluição de mananciais e de valas como a da Curitiba.
– Isso reforça a responsabilidade da empresa na melhora dos índices de saneamento, proporcionando, consequentemente, mais saúde e qualidade de vida às pessoas, recuperação e preservação do meio ambiente, além de contribuir com o desenvolvimento das cidades – explica o diretor-presidente.
Projeção é de 87% de esgoto tratado
Ainda de acordo com a Ambiental Metrosul, um dos principais objetivos da empresa é aumentar o percentual médio de esgoto tratado na região, que é de 36%. Hoje, a meta é elevar esse índice a 87% nos primeiros 10 anos de atuação. Desafiadora, a projeção passa por uma responsabilidade não apenas da companhia em executar os serviços, mas também pela criação de uma consciência ambiental por parte da população.
– Não basta ter a rede. É preciso estar conectado a ela, que a população utilize o sistema corretamente e que tenha consciência ambiental. As indústrias precisam tratar seus resíduos. É um esforço coletivo que acreditamos ser possível – argumenta o diretor-presidente.
Tecnologia e monitoramento de ponta
A empresa também apresentou, em junho, a nova estrutura do seu Centro de Controle Operacional (CCO), em Canoas. Com a renovação tecnológica e interligação de sistemas, o CCO permite monitorar, 24 horas por dia, em tempo real, o funcionamento das 125 estações de tratamento e bombeamento de esgoto administradas pela empresa. E, ainda, os mais de 2,6 mil quilômetros de rede coletora sob a responsabilidade da Ambiental Metrosul.
Por meio de câmeras, sensores de nível e movimento, além de outros dispositivos implantados nas estações, os operadores do CCO conseguem identificar, por exemplo, eventuais extravasamentos, variações de vazão nas unidades monitoradas e ainda fazer a supervisão dos painéis elétricos.
– O objetivo é tornar mais rápida a atuação da empresa frente às mais diversas situações durante a operação, como intervenções e manutenções – conclui o diretor-presidente.
Para mais informações sobre a empresa, acesse o site da Ambiental Metrosul.




