
Os municípios de Pelotas e Rio Grande registraram, juntos, 30 mortes em acidentes de trânsito nos primeiros meses de 2026. Os dados são das secretarias de trânsito das duas cidades e apontam para um cenário com predominância de ocorrências em vias urbanas.
Em Pelotas, até o dia 3 de maio, foram contabilizadas 24 vítimas em 11 sinistros. Apesar de três registros terem ocorrido na BR-116, a maioria dos casos aconteceu dentro do perímetro urbano.
Os registros incluem colisões entre veículos, atropelamentos e ocorrências com motociclistas e ciclistas.

O número elevado de mortes em Pelotas é impactado pela colisão entre um ônibus e uma carreta, no dia 2 de janeiro, no quilômetro 491 da BR-116. O caso resultou em 11 vítimas e concentra quase metade das mortes registradas em Pelotas no período.
Além desse episódio, outros acidentes com menor número de vítimas foram registrados ao longo dos meses seguintes, principalmente em vias urbanas.
Na Rua Barão de Santa Tecla, houve a morte de um passageiro de veículo. No cruzamento das ruas Marechal Deodoro e Pinto Martins, foi registrada uma colisão entre carros, com duas vítimas. Elas eram passageiras de um carro de aplicativo.
Na Rua Pinheiro Machado, no bairro Fragata, e na esquina entre Marechal Deodoro e Marechal Floriano, os casos envolveram motociclistas.
Já na Rua Santa Tecla, um pedestre morreu após atropelamento. Na Avenida Praça Piratinino de Almeida, houve uma colisão de moto contra um poste.
Na Rua Marechal Deodoro, altura do número 613, o acidente envolveu uma bicicleta e um caminhão. Por fim, no cruzamento das ruas Anchieta e Padre Felício, foi registrada uma colisão entre carro e motocicleta.
Rio Grande concentra maior parte dos acidentes no turno da tarde

Em Rio Grande, seis óbitos no trânsito foram registrados nos primeiros meses de 2026.
No dia 11 de março, uma idosa, de 70 anos, morreu após ser atropelada na Avenida Presidente Vargas.
Já no dia 15 de abril, um ciclista atropelado na rua Henrique Pancada, não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente.
De acordo com a Secretaria de Mobilidade, Acessibilidade e Segurança, a maior parte dos acidentes ocorreu no turno da tarde, com cinco registros. Em relação aos dias da semana, as ocorrências se concentraram nas quartas e sextas-feiras.
— Não tenho como apontar a causa de cada um antes de terminada a investigação pela polícia. Geralmente, a causa é pessoal, de imprudência, mas necessita comprovação legal — comenta Carlos Brusch, secretário de Mobilidade.
Além dos acidentes com óbito em vias urbanas, neste ano, também foram contabilizados acidentes em rodovias, sendo dois óbitos na BR-392 e dois na RS-734.
Educação e fiscalização são estratégias para reduzir acidentes
A educação no trânsito é apontada como uma das principais ferramentas para reduzir acidentes.
Em Pelotas, a Secretaria de Trânsito afirma que conta com um setor específico de educação para o trânsito, responsável por promover palestras em empresas e escolas, além de desenvolver campanhas de conscientização voltadas a diferentes públicos, com atenção especial a motociclistas.
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