
As obras de drenagem e pavimentação na Avenida Luiz Leivas Otero, no Balneário Cassino, em Rio Grande, têm gerado preocupação entre moradores da região.
Residentes relatam que, em períodos de chuva mais intensa, o riacho que corta a via transborda e a água acaba atingindo estruturas já construídas. A situação levanta dúvidas sobre possíveis riscos para quem trafega pelo trecho.
O projeto contempla cerca de dois quilômetros de intervenções na via, conhecida como “Rua do Riacho”, e tem como objetivo melhorar as condições de mobilidade e infraestrutura da região.

"É um perigo para quem trafega ali"
Segundo uma moradora da região, que preferiu não se identificar, há apreensão em relação à forma como uma das etapas da obra está sendo executada.
— Fariam algo como um canalete, mas nem de longe tem estrutura de canalete. Se a chuva vem mais forte, aumentando a correnteza do arroio, a água destrói as paredes e o calçamento desmorona. É um perigo para quem trafega ali — afirma.
De acordo com a moradora, o principal problema apontado pelos residentes é a falta de fiscalização na execução da obra.
— Entendemos que a empresa terceirizada deve cumprir o que está no contrato. O serviço deles está sendo bem executado, mas dentro dos limites do projeto — complementa.
Execução ultrapassa 60%, diz prefeitura

A reportagem questionou o Gabinete de Programa e Projetos Especiais (GPPE) da prefeitura sobre as preocupações apontadas pelos moradores.
Segundo a chefe do gabinete, Giovana Trindade, a obra começou em outubro de 2024 e, até o momento, alcançou 63,76% de execução. O investimento previsto é de R$ 15 milhões.
— A obra da Leivas Otero é uma intervenção de pavimentação e drenagem que visa qualificar a rua, principalmente por se tratar de uma via que integra rota de ônibus — explica.
A expectativa é que a pavimentação da via seja finalizada ainda neste ano.
Conforme a prefeitura, a intervenção não inclui adequações no abastecimento de água nem na rede de esgoto do Balneário Cassino.
— Não está previsto nessa obra adequação de abastecimento de água nem coleta de esgoto, por se tratar de demandas específicas de responsabilidade da Corsan — acrescenta a chefe do GPPE.
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