
Usuários do estacionamento rotativo no Centro de Rio Grande têm demonstrado crescente insatisfação com a impossibilidade de pagar apenas pelo tempo efetivamente utilizado nas vagas. A principal queixa é a cobrança mínima obrigatória de 30 minutos, mesmo quando o veículo permanece parado por um período menor.
A regra está prevista no contrato de concessão firmado entre a prefeitura e a empresa Rek Parking, em 2019. O acordo define que o sistema deve operar com um tempo mínimo de meia hora por ticket.
— Não há previsão de mudança no contrato atualmente. Qualquer revisão precisa ser acordada com a empresa para uma alteração contratual — explica Leandro Goulart de Jesus, agente de trânsito responsável pela operação do serviço.
O documento estabelece ainda 10 minutos de tolerância e um limite máximo de duas horas por permanência na mesma vaga. As tarifas seguem o contrato: R$ 0,95 pelos 30 minutos e R$ 3,80 pelas duas horas. Hoje, a cidade conta com 50 parquímetros, atendidos por apenas dois técnicos, distribuídos em cerca de 1.500 vagas.
Além da cobrança mínima, há reclamações sobre a manutenção dos equipamentos. Entre os problemas mais citados estão papel ou moedas presas, travamentos e dificuldades operacionais.
— Eu já fui multado por dez segundos. Paguei e, três meses depois, a multa chegou porque o sistema estava fora. Eu gasto cerca de R$ 2 mil por ano com a zona azul — relata Adão Lopes Sayão, usuário do serviço.
O que diz a concessionária
A Rek Parking afirma que os parquímetros são monitorados online e que técnicos são acionados automaticamente quando é identificada alguma falha. Segundo a empresa, há manutenção preventiva a cada três meses, com verificação geral do funcionamento, possíveis danos por vandalismo e, quando necessário, substituição do equipamento.
Os usuários que encontrarem problemas podem solicitar atendimento pelo telefone 0800-644-1690.





