
Familiares e amigos de Arthur Souza, 14 anos, vítima de acidente fatal na RS-734, realizaram um protesto no final da tarde desta segunda-feira (10).
Com cartazes e pedidos de justiça, o grupo buscou chamar atenção das autoridades para a gravidade do caso e exigir punição ao responsável pelo atropelamento. O motorista foi preso em flagrante, mas acabou liberado posteriormente (veja abaixo).
— Do mesmo jeito que o meu filho estava no chão gelado, quem matou o meu filho foi para casa deitar a cabeça no travesseiro, às 3h15min da manhã, enquanto um pai e uma mãe choram até agora, até hoje. Os irmãos chamam por ele, e ele não volta mais. É muito triste o vazio dentro de casa. Ele tinha uma vida pela frente, tinha um futuro — declara o pai de Arthur, Volmir Duarte.
Durante o ato, pais de alunos das escolas de educação infantil Ana Neri e Déborah Sayão, situadas na região, também participaram do ato pedindo por medidas de segurança na via.
— O trânsito é muito intenso. Os carros passam na média de 100km/h aqui. Hoje eu estava parado para atravessar na faixa de pedestre. O carro parou para mim e o carro que vinha atrás acabou batendo no carro dele. Então, assim, alguma coisa tem que ser feita aqui — afirma Rober Boa Nova, pai de um estudante da escola Deborah Sayão.
Atualmente, a velocidade máxima permitida na via é de 50 km/h. A solicitação da comunidade é de que a velocidade seja reduzida para 30 km/h.
Sobre o acidente
O acidente que vitimou Arthur Souza aconteceu no dia 31 de outubro, no km 1 da RS-734. O jovem, que estava de bicicleta, foi atingido por um veículo Nissan March preto, conduzido por um estudante de Direito de 21 anos.
Segundo a Polícia Civil, o motorista apresentava sinais de embriaguez e se recusou a realizar o teste do bafômetro. Ele foi preso em flagrante e autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, qualificado pela influência de álcool, sendo posteriormente liberado para responder em liberdade.
— A legislação entende que, ainda que alcoolizado, sem outros fatores extraordinários, o homicídio no trânsito é um homicídio culposo qualificado. Ou seja, ele foi preso em flagrante, levado ao presídio, mas responderá em liberdade com a suspensão da carteira — explica o delegado responsável pelo caso, Lucas Lima.
O caso segue sob investigação pela Delegacia de Homicídios do Rio Grande.

