
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (11) a segunda fase da Operação Prior, que investiga suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à saúde em Bagé, na Campanha gaúcha. A ação também apura uma possível tentativa de interferência criminosa em novas licitações do município.
Foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Bagé, Porto Alegre e Alvorada. As ordens foram expedidas pela 2ª Vara Federal de Santana do Livramento. Não houve prisões.
A investigação envolve contratos firmados pelo município com uma cooperativa, que não teve o nome divulgado, responsável pela prestação de serviços de saúde. Conforme a PF, diligências realizadas após a primeira fase da operação identificaram uma aproximação com agentes públicos responsáveis pelos pagamentos dos contratos investigados.
Segundo a PF, essa aproximação teria como objetivo a obtenção de vantagens. A investigação também apontou que um servidor público teria tentado interferir em uma licitação de serviços de saúde em benefício da cooperativa que, conforme apurado, ainda presta alguns serviços ao município.
Prefeitura diz ter comunicado caso às autoridades
Em nota, a prefeitura de Bagé afirmou que os fatos que deram origem à operação foram identificados e comunicados às autoridades pela própria administração municipal.
Segundo o município, servidores relataram à Procuradoria-Geral do Município (PGM) uma suposta tentativa de interferência, por parte de outro servidor, em um procedimento licitatório. A partir das informações, a PGM encaminhou o caso para apuração pelos órgãos competentes.
A prefeitura afirma ainda que tem colaborado com as investigações e permanece à disposição das autoridades para fornecer documentos e informações.
Etapa aprofunda investigações
A Operação Prior II é um desdobramento da primeira fase da investigação. Nesta etapa, a PF busca aprofundar a apuração sobre possíveis irregularidades nos contratos e verificar se houve tentativa de influenciar novos processos de contratação pública.
Os fatos ainda estão sob investigação. Conforme a Polícia Federal, os suspeitos poderão responder, de acordo com a participação de cada um, pelos crimes de modificação ou pagamento irregular em contrato administrativo, peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.



