
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (11) a segunda fase da Operação Stuttgart, que investiga um grupo ligado a uma rede de lojas de acessórios para celulares com origem em Pelotas, no sul do Estado. A nova etapa da investigação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão na cidade e no bloqueio judicial de R$ 27,8 milhões em bens e valores.
Segundo a PF, a operação busca aprofundar a apuração sobre supostas práticas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial que teriam continuado mesmo após a primeira fase da investigação, realizada em julho de 2025.
Na ocasião, a Polícia Federal apontou a existência de uma organização criminosa responsável pela estruturação do grupo empresarial, que contava com mais de 60 estabelecimentos. O empresário apontado como líder do grupo chegou a ser preso preventivamente durante a primeira fase da operação, em julho do ano passado.
PF aponta criação de novas empresas
De acordo com a Polícia Federal, após a soltura do investigado, foram identificados indícios de continuidade da ocultação de patrimônio por meio da utilização de terceiros e de alterações societárias realizadas para contornar restrições impostas pela Justiça.
As investigações também apontam a criação de mais de 50 novas empresas, que estariam sendo utilizadas para reinserir recursos supostamente ocultados na economia formal.
Segundo a corporação, os elementos reunidos até o momento indicam a manutenção de uma estrutura financeira destinada a dificultar o rastreamento de patrimônio e de movimentações econômicas relacionadas ao grupo investigado.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais apreenderam veículos, aparelhos celulares e documentos que serão analisados no decorrer da investigação.
Esquema começou a ser investigado em 2023
O inquérito teve início em novembro de 2023 e ganhou dimensão nacional durante a primeira fase da Operação Stuttgart, no ano passado.
Naquela etapa, a Polícia Federal apontou indícios de comercialização de mercadorias descaminhadas, sonegação fiscal, obtenção fraudulenta de empréstimos e lavagem de dinheiro.
As apurações indicaram que produtos eram adquiridos por meio de operações consideradas irregulares e que parte das empresas funcionava em nome de terceiros utilizados para ocultar a propriedade real dos negócios.
Também foram identificadas movimentações financeiras suspeitas e mecanismos que, segundo a investigação, permitiam reduzir artificialmente a carga tributária das empresas. Na ocasião, a Polícia Federal estimou prejuízos milionários aos cofres públicos.
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