
Quase 20 dias após Ismayne Cardoso Gonçalves, de 26 anos, ser encontrada morta na Praia do Cassino, em Rio Grande, a Polícia Civil ainda não identificou suspeitos pelo crime. O corpo da jovem foi encontrado com golpes no rosto e na cabeça.
A principal hipótese, neste momento, é de que a jovem tenha sido morta por alguém que a encontrou na praia, possibilidade que ainda depende do resultado das perícias para ser confirmada ou descartada.
Segundo a delegada Alexandra Perez Sosa, responsável pela investigação, até o momento não há elementos que apontem para o envolvimento de pessoas próximas à vítima.
— Tudo indica que realmente possa ser alguém que encontrou ela na praia. Mas eu tenho que esperar as perícias, que são feitas pelo Instituto-Geral de Perícias, em Porto Alegre, e também a extração dos celulares — afirmou.
Conforme a delegada, a autoria do crime não recai, por enquanto, sobre o ex-namorado da vítima nem sobre qualquer outra pessoa do círculo de convivência dela.
Desde o dia 18 de julho, quando o corpo foi localizado, a Polícia Civil analisou imagens de câmeras de segurança, ouviu familiares e amigos e fez uma análise preliminar do celular que Ismayne deixou em casa antes de sair para caminhar.
Os investigadores também verificaram que a jovem saiu de casa sem bolsa e sem celular. Até o momento, não foram encontrados registros que indiquem que ela tenha marcado um encontro antes de desaparecer.
— Já olhamos todas as imagens possíveis desde a saída dela. Já falamos com todos os amigos e familiares. Ninguém tem ideia para onde ela foi ou se combinou de encontrar alguém. Numa primeira análise, o celular dela não tem encontro marcado nem conversa com alguém que possa vir a ser o autor — disse a delegada.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) como feminicídio, classificação adotada em razão da violência empregada no crime.
Violência contra a mulher
Os próximos passos da investigação dependem, principalmente, dos laudos do Instituto-Geral de Perícias (IGP), responsável pelos exames periciais, além da extração completa de dados de dois aparelhos celulares relacionados ao caso.
A Polícia Civil não informou prazo para a conclusão do inquérito.
Fique informado sobre o que acontece na região sul do Estado! Siga @gzhzonasul no Instagram e no Facebook, e inscreva-se no canal do WhatsApp para receber notícias em seu celular: gzh.rs/canalgzhzs.







