
A Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Rio Grande investiga como feminicídio o caso da mulher de 26 anos encontrada morta na Praia do Cassino, na noite de sábado (18). De acordo com a delegada Alexandra Perez Sosa, a linha de investigação foi adotada em razão da forma violenta como o crime foi praticado.
A identidade da vítima não foi divulgada pela polícia, mas a reportagem de GZH apurou que se trata de Ismayne Cardoso Gonçalves.
— Ela sofreu vários golpes no rosto e na cabeça. Pela forma como o crime foi praticado, a investigação, a princípio, é tratada como feminicídio — afirma a delegada.
A vítima foi reconhecida pela família na manhã de domingo (19). Segundo a investigação, ela morava com os pais e, no sábado, saiu de casa para caminhar. A mulher teria deixado a residência sem bolsa e sem celular. Imagens analisadas pela Polícia Civil mostram a vítima caminhando e fumando nas proximidades da Rua Beira Mar, no Cassino. Depois disso, ela não foi mais vista com vida.
A delegada afirma que, até o momento, não foram identificados elementos que apontem para um relacionamento atual da vítima. A Polícia Civil também não encontrou registros que indiquem um encontro marcado com alguém no celular deixado em casa.
— Ela não estava em um relacionamento e não tinha marcado encontro com ninguém pelo celular. Estamos tentando entender o que aconteceu depois que ela saiu de casa — explica Alexandra.
A investigação também não identificou indícios de violência sexual. A polícia trabalha na análise de imagens de câmeras de segurança e na coleta de depoimentos de pessoas que conviviam com a vítima.
— Estamos ouvindo o máximo de pessoas que conviviam com ela e analisando as imagens que conseguimos localizar. As oitivas já começaram — afirma a delegada.
Entre as pessoas que devem ser ouvidas está um ex-namorado da vítima, que mora no Cassino. Mas, conforme Alexandra, até o momento não há indícios de que ele tenha algum envolvimento com o crime.
Violência contra a mulher
A Polícia Civil ainda não identificou suspeitos e não descarta nenhuma hipótese para explicar a morte. A investigação deverá avançar a partir da análise das imagens e dos depoimentos.
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