
A Polícia Civil trabalha na reta final dos depoimentos para concluir o inquérito que apura a morte de um bebê de um ano e sete meses, ocorrida no bairro Fragata, em Pelotas, no sul do Estado. A Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) tem 10 dias para encerrar os trabalhos e remeter o caso ao Poder Judiciário.
Nesta etapa, os investigadores apostam no sigilo para garantir a eficácia do procedimento. A mãe da criança, uma mulher de 33 anos, está presa preventivamente na Penitenciária Estadual de Rio Grande.
— Não posso revelar muitos detalhes porque a investigação é sigilosa. O que posso dizer é que várias pessoas estão sendo ouvidas. Justamente para ser eficaz, precisamos manter esse sigilo. Em 10 dias pretendemos encerrar as investigações — afirma a delegada titular da DPCA, Lisiane Mattarredona.
Relembre o caso

A mulher foi presa na madrugada de sábado (18) por agentes da DPCA, após a Justiça deferir o pedido de prisão preventiva no final da noite de sexta-feira (17). O pedido foi fundamentado pela gravidade das lesões na criança e pelo risco de fuga — já que a suspeita planejava deixar o local e não compareceu ao velório do filho.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) havia sido acionado pela própria mãe na sexta-feira. Ao chegarem à residência, os socorristas constataram que o menino já estava morto.
Inicialmente, a mãe alegou que o filho estava doente havia quatro dias e que teria se engasgado com leite. Contudo, o laudo preliminar de necropsia do Instituto-Geral de Perícias (IGP) contrapôs a versão, indicando traumatismo craniano, além de queimaduras, hematomas, escoriações e cortes recentes e antigos pelo corpo.
O ambiente em que a criança vivia também foi classificado pelas autoridades como insalubre. Diante dos fatos, a Polícia Civil instaurou o inquérito sob a suspeita de maus-tratos com resultado morte.
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