As cinco mulheres presas suspeitas de praticar furtos e roubos em estabelecimentos comerciais de Rio Grande são investigadas por participação em pelo menos 12 crimes patrimoniais registrados no município. Conforme a Polícia Civil, o grupo teria cometido cerca de 10 furtos e dois roubos em mercados e lojas da região central e do Balneário Cassino.
A informação foi confirmada pelo delegado Maiquel Fonseca, da 1ª Delegacia de Polícia, responsável pelas investigações. Segundo ele, embora cinco suspeitas tenham sido identificadas até o momento, há indícios de que a associação criminosa seja maior.
— As investigações seguem para identificar as outras integrantes dessa associação criminosa, mas, ao que tudo indica, trata-se de um grupo formado apenas por mulheres — afirmou.
O caso ganhou repercussão em maio, após a divulgação de vídeos que mostravam suspeitas furtando produtos em supermercados de Rio Grande. A partir das imagens e dos registros de ocorrência, a Polícia Civil iniciou uma investigação para identificar as envolvidas e mapear a atuação do grupo.
Na última semana, quatro mulheres foram presas em flagrante durante uma ação conjunta da Polícia Civil e da Brigada Militar em um supermercado do Balneário Cassino. No mesmo dia, a Justiça decretou a prisão preventiva de cinco investigadas. A quinta suspeita foi localizada posteriormente pelos agentes.
Suspeitas reagiam quando eram flagradas
De acordo com o delegado, os crimes chamaram a atenção pela forma como eram praticados. Em alguns casos, as suspeitas reagiam quando eram flagradas por funcionários ou seguranças dos estabelecimentos, utilizando violência para manter a posse dos produtos subtraídos.
— Elas não se intimidavam. Quando eram confrontadas, escalavam a violência para permanecer com os objetos. Por isso, alguns casos foram enquadrados como roubo, e não apenas como furto — explicou.
Segundo a investigação, não há indícios de que os produtos fossem revendidos. A principal hipótese é de que os crimes tenham sido cometidos com finalidade patrimonial, para obtenção de vantagem econômica.
Fonseca também destacou que o comportamento do grupo difere de situações envolvendo furtos motivados por necessidade extrema.
— A pessoa que furta por necessidade geralmente demonstra constrangimento quando é surpreendida. Nesse caso, não havia qualquer indicativo disso. Eram pessoas que agiam de forma reiterada e sem receio de enfrentar quem tentasse impedir a ação — afirmou.
A Polícia Civil segue apurando o envolvimento das suspeitas em outros crimes registrados no município.
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