
A Polícia Civil tem até o final de abril para concluir o inquérito que investiga uma lista com termos depreciativos e de cunho sexual contra cerca de 30 alunas do campus Pelotas do Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul).
Os oito adolescentes apontados como responsáveis por criar e divulgar o material começaram a ser ouvidos na última quarta-feira (7). Segundo a titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Pelotas, Lisiane Mattarredona, os depoimentos dos jovens iniciaram após a conclusão das oitivas com as vítimas.
A delegada explicou que era preciso primeiro delimitar a acusação para compreender o contexto. O caso envolveu 14 denúncias formais de estudantes, todas menores de idade.
O fato é investigado com base na lei que criminaliza o cyberbullying, sancionada em 2024. A legislação define a prática como intimidação sistemática no ambiente virtual e prevê pena de dois a quatro anos de reclusão, além de multa. Como os envolvidos têm entre 12 e 17 anos, eles respondem por ato infracional, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e não criminalmente como adultos.
No dia 24 de março, o IFSul confirmou a suspensão dos oito estudantes envolvidos. O caso ganhou repercussão após denúncias feitas por alunos da instituição nas redes sociais.




