O uso de carros antigos foi um dos principais elementos que permitiram à Polícia Civil identificar suspeitos de roubos a propriedades rurais no sul do Estado, investigados na Operação Carro Velho, deflagrada nesta quarta-feira (26).
A ação, conduzida pela Delegacia de Polícia de Capão do Leão com apoio de equipes de Pelotas, cumpriu mandados de busca e apreensão e três prisões preventivas. Dois investigados foram presos e um segue foragido.
De acordo com o delegado Sandro Bandeira, os crimes vinham sendo registrados desde 2025 e apresentavam um padrão semelhante: homens armados, encapuzados e com roupas que dificultavam a identificação invadiam propriedades rurais, rendiam moradores e levavam objetos de valor, principalmente ferramentas.
Carros foram ponto de partida
A identificação dos suspeitos começou a partir dos veículos utilizados nas ações. Entre eles, estavam modelos antigos, como uma Belina, além de Corsa Classic, Escort e Fiesta.

Segundo o delegado, a presença de um carro mais raro em circulação foi determinante para reduzir o número de suspeitos.
— Era um tipo de veículo pouco comum hoje. Isso nos permitiu filtrar os registros e chegar aos suspeitos — afirmou.
A investigação apontou que, após os crimes, os automóveis eram descartados em desmanches e tinham as peças comercializadas, o que dificultava o rastreamento.
Os investigados também adotavam estratégias para evitar a identificação, como circular por rotas com menor fiscalização eletrônica ou burlar radares, o que impedia a captação das placas.
Investigação e apreensões
As investigações se estenderam por meses até a identificação dos alvos. Durante o cumprimento dos mandados, a polícia apreendeu vestimentas que podem ter sido utilizadas nos crimes, conforme imagens de câmeras de segurança analisadas ao longo da apuração.
Também foi localizado um cofre, que será periciado para verificar possível relação com os roubos.
Ao todo, a operação mobilizou 33 policiais civis e 11 viaturas. A Polícia Civil mantém a apuração para localizar o terceiro suspeito e identificar possíveis receptadores dos objetos furtados.
A corporação orienta que informações que possam contribuir com as investigações sejam repassadas pelo telefone (53) 98427-6562. O sigilo é garantido.
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