
A queda de uma grua que matou três trabalhadores na última quinta-feira (26), em Pelotas, pode ter sido causada por falha mecânica, erro operacional ou fadiga de material. As hipóteses estão no foco dos laudos periciais que devem esclarecer o rompimento da lança da estrutura.
Enquanto a perícia avança, a Polícia Civil iniciou, na tarde desta segunda-feira (30), a coleta de depoimentos no âmbito da investigação.
As oitivas são conduzidas pela 3ª Delegacia de Polícia e envolvem testemunhas e responsáveis pelas empresas ligadas ao empreendimento e ao equipamento.

Segundo a delegada Maria Angélica Gentilini, responsável pelo inquérito, a apuração ainda está em estágio inicial.
— O procedimento já foi instaurado e, a partir de hoje, começaremos a realizar as oitivas. É o primeiro passo e uma etapa fundamental para a investigação — afirma.
De acordo com a polícia, peritos do Instituto-Geral de Perícias (IGP) retornaram ao canteiro de obras, na Avenida Pinheiro Machado, para coletar dados complementares que irão embasar os laudos.
Relembre o caso
O acidente ocorreu durante a instalação e testes de segurança de uma grua nova, realizados fora do horário de expediente do canteiro. A estrutura pertencia ao fabricante e ainda não havia sido entregue oficialmente à Solum Construtora, responsável pelo condomínio Bosque da Figueira.
Em nota, a empresa reiterou que o procedimento era conduzido integralmente por uma equipe técnica do fabricante. A construtora informou ainda que está colaborando com as autoridades e manteve a suspensão das atividades em todos os seus canteiros até a conclusão das perícias.
O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Construção Civil acompanha o caso e realizou vistoria no local na última sexta-feira (27).
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