
Preso preventivamente por suspeita de aplicar golpes na venda de automóveis em Pelotas nesta terça-feira (17), o proprietário da Bertoldi Veículos, Vitor Bertoldi, havia anunciado, dias antes, a venda do imóvel onde funcionava a revenda. A oferta foi divulgada nas redes sociais como uma tentativa de captar valores para quitar dívidas com clientes.
No anúncio, o empresário descreve o espaço como uma “excelente oportunidade”, destacando a localização na Avenida Bento Gonçalves e o potencial para novos empreendimentos. Segundo a publicação, o terreno tem 3.720 metros quadrados, com cerca de 850 metros quadrados de área construída.
Em vídeo publicado recentemente, ele afirmou que a decisão de colocar o imóvel à venda foi tomada para “resolver tudo da forma correta” e evitar prejuízos a terceiros.
— Eu não estou fugindo da minha responsabilidade. Estou tomando decisões difíceis para resolver as coisas e não deixar ninguém prejudicado — disse.
No mesmo vídeo, o empresário negou ser estelionatário e atribuiu a situação a dificuldades financeiras e falhas na gestão do negócio.
— Eu apenas sou um empresário que não conseguiu administrar a empresa naquele momento e acabou quebrando — afirmou.
A Bertoldi Veículos encerrou as atividades após mais de 30 anos de atuação no mesmo endereço, em frente à Rodoviária de Pelotas.
Investigação levou à prisão
O empresário foi preso nesta terça-feira (17) por agentes da 1ª Delegacia de Polícia. A prisão preventiva foi decretada pela 3ª Vara Criminal, após investigação apontar a existência de um esquema que teria lesado dezenas de pessoas.
Segundo a Polícia Civil, a empresa atraía proprietários de veículos com propostas consideradas vantajosas, prometendo pagamento parcelado e oferecendo um imóvel como garantia. No entanto, o bem estaria alienado, o que inviabilizaria o ressarcimento.
Enquanto os clientes aguardavam os pagamentos, que não se concretizavam, os veículos eram revendidos a terceiros, muitas vezes por valores abaixo do mercado. GZH ainda tenta localizar a defesa de Vitor.
Na 1ª Delegacia de Polícia de Pelotas, foram instaurados 11 procedimentos envolvendo 22 vítimas. Há registros semelhantes em outras delegacias da região.
Antes da prisão, ao menos 35 pessoas já haviam relatado prejuízo após negociações com a empresa. Parte das denúncias apuradas pelo Ministério Público aponta perdas que podem chegar a R$ 1 milhão.
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