
A Polícia Civil espera a conclusão de laudos periciais para encerrar o inquérito que apura a morte do agricultor Marcos Nörnberg em ação da Brigada Militar no interior de Pelotas na madrugada de 15 de janeiro. A previsão dos investigadores é que as perícias que ainda estão pendentes sejam realizadas até o início de março.
Além da investigação da Polícia Civil, o caso também é apurado pela Corregedoria da Brigada Militar, que investiga a atuação dos policiais. O órgão também aguarda o resultado das perícias e deve realizar uma simulação da abordagem realizada na madrugada de 15 de janeiro, envolvendo 18 policiais.
Embora a Corregedoria da Brigada Militar e a Polícia Civil compartilhem provas e informações, a investigação da Polícia Civil ainda não definiu se irá aguardar a reconstituição e concluir a apuração em conjunto com a BM.
O prazo para o inquérito policial é de 40 dias, já o prazo para o inquérito civil é de 30 dias. Ambos podem ser prorrogados.
Relembre o caso
O produtor de morangos Marcos Nörnberg, 48 anos, foi morto durante uma ação da Brigada Militar na zona rural de Pelotas em 15 de janeiro de 2026. Os 18 policiais envolvidos na ação estão afastados temporariamente.
As investigações indicam que os policiais seguiram uma pista errada dada por criminosos presos pela Polícia do Paraná. Eles indicaram o endereço de Nörnberg como sendo um depósito de armas e drogas na zona rural de Pelotas.
Por volta das 3h da madrugada de 15 de janeiro, o agricultor notou a presença de homens no entorno da casa e reagiu imaginando que fossem criminosos. Gravação de câmeras de segurança indicam que houve 18 disparos durante a ação — dois seriam do agricultor contra os policiais. Depoimentos, áudios e perícias apontam a possibilidade de ele ter sido executado após ser atingido por um tiro fatal quando já estava caído.
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