
Desde o início da Operação Verão, em 22 de dezembro, as praias da Zona Sul do Estado já contabilizam 34 resgates de banhistas, segundo dados do Corpo de Bombeiros. Seis dessas ocorrências foram oficialmente classificadas como afogamento, conforme os critérios técnicos adotados pelos socorristas. O caso mais recente — o resgate com vida de uma criança em São Lourenço do Sul — serve de alerta para os riscos no período de maior movimento no litoral.
A Praia do Cassino, em Rio Grande, concentra o maior número de afogamentos registrados até o momento, com quatro casos. As vítimas foram, em sua maioria, adolescentes do sexo feminino, com idades entre 12 e 16 anos, além de um homem de 34 anos. Todas as ocorrências no local envolveram água salgada, com recuperação das vítimas ainda no ambiente aquático.
Em São Lourenço do Sul, foi registrado um único afogamento nesta temporada. O caso ocorreu na tarde de quinta-feira (8), por volta das 17h30, quando uma menina de oito anos foi resgatada com vida após se afogar em água doce.
Já na praia do Hermenegildo, em Santa Vitória do Palmar, um adolescente de 17 anos sofreu afogamento em água salgada, mas também foi salvo pelas equipes de resgate.
Como os casos são classificados
De acordo com a Operação Verão, para que uma ocorrência seja oficialmente considerada afogamento, o banhista precisa apresentar um quadro clínico classificado entre os graus 1 e 6 na escala utilizada pelos guarda-vidas.
— A diferença para um resgate não ser considerado afogamento é que, nesses casos, não há aspiração de água. A vítima permanece respirando, mas não consegue retornar à praia sozinha, sendo auxiliada pelo guarda-vidas — explica Gabriel Castro, comandante da companhia de Guarda-Vidas do Litoral Sul.
A escala de afogamento indica a gravidade e o prognóstico da vítima. O grau 1 corresponde a sintomas leves, como tosse, enquanto o grau 6 representa parada cardiorrespiratória. Os graus 3 a 6 são considerados graves e exigem atendimento médico imediato, podendo apresentar sinais como grande quantidade de espuma nas vias aéreas, ausência de pulso, estado de choque e interrupção da respiração e dos batimentos cardíacos.
As autoridades reforçam a importância de respeitar as orientações dos guarda-vidas e as sinalizações nas praias para reduzir o número de ocorrências ao longo da temporada.
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