
A Polícia Civil de Canguçu, no sul do Estado, aguarda o resultado de provas técnicas cruciais para avançar na responsabilização pela morte de Letícia Foster Rodrigues, 37 anos. O corpo dela foi localizado na zona rural do município na última terça-feira (13).
Segundo o delegado Luciano Cabreira, responsável pelo caso, a investigação periciou os carros da vítima e da mãe do suspeito, William Bizarro Porto, ex-companheiro de Letícia.
A análise com luminol indicou a presença de sangue humano no carro da mãe, que teria sido utilizado para o transporte da vítima. Agora, os peritos buscam confirmar se o material genético pertence à vítima.
— Solicitei a coleta de vestígios nos dois carros. O luminol reagiu com sangue humano no carro da mãe, que acreditamos ter sido usado na prática do crime. Agora, foi solicitado o confronto genético (DNA) desses vestígios com o sangue da Letícia — detalha o delegado.
Histórico de violência doméstica
O crime é o desfecho de um ciclo de violência que Letícia já havia tentado interromper judicialmente. Segundo apuração de GZH, em 2025 ela registrou ocorrência contra Porto por lesão corporal, relatando um ataque com faca que a atingiu no braço.
Embora Letícia tivesse medidas protetivas de urgência, o investigado descumpriu as restrições repetidamente. William chegou a ser preso em março do ano passado, mas foi colocado em liberdade em agosto.
O crime
A causa da morte de Letícia foi identificada preliminarmente como um ferimento profundo no pescoço. A polícia agora trabalha para reconstruir os últimos momentos da vítima.
— Não descarto representar por uma reprodução simulada dos fatos para registrar a dinâmica: onde ele parou o carro e se ela estava consciente no momento da ação — afirma Cabreira.
O delegado ressaltou que a prioridade é a prova técnica para não depender de uma eventual confissão do suspeito. O investigado já estava sob custódia desde a manhã de terça-feira (13), quando foi preso em flagrante por tráfico de drogas em Bagé, na região da Campanha.
No entanto, o avanço das diligências sobre o paradeiro de Letícia — cujo corpo foi localizado horas depois em uma área de mata na zona rural de Canguçu — permitiu que a polícia formalizasse a representação pelo crime de feminicídio.
Porto foi preso inicialmente pelo crime de tráfico de drogas. Após o corpo de Letícia ser encontrado, a Polícia Civil solicitou a sua prisão preventiva, o que foi deferido pela Justiça.
Violência contra a mulher
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