
Foi preso no Rio de Janeiro o principal gerente operacional de um líder de organização criminosa com atuação no Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, esse líder é considerado um dos mais relevantes foragidos da Justiça gaúcha, e o grupo criminoso domina o tráfico de drogas em Pelotas.
O homem foi localizado e preso na Praia de São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro.
Conforme a investigação, ele preso atuava como gerente operacional do foragido, sendo responsável por pagamentos, contratação de serviços, organização de obras e articulação com integrantes do tráfico carioca que dão sustentação à fuga quando há operações na Rocinha.
A ação é resultado de investigações que apuram crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro e revelam a existência de uma estrutura de apoio instalada na comunidade da Rocinha, onde o líder do grupo permanece foragido e protegido por traficantes locais.
— Conforme apurado, o criminoso tem garantido abrigo, segurança armada, logística, reformas em imóveis de alto padrão e outros serviços de luxo oferecidos pelo tráfico da região, verdadeiras "fortalezas" do crime, apelidadas de "resorts do tráfico" —explicou o delegado César Nogueira, que comanda as investigações.
O delegado pontuou ainda que o líder do grupo mantém uma rede no Rio de Janeiro, utilizando "laranjas" para a movimentação de recursos ilícitos provenientes de empresas de fachada sediadas em Pelotas.
De acordo com a polícia, os valores eram usados para custear obras em residências de alto padrão dentro da comunidade, além de despesas cotidianas e segurança privada do foragido.
A operação, batizada de Resort, foi realizada pela 2ª Delegacia de Polícia de Pelotas, com apoio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do Rio de Janeiro (Ficco) e de policiais da 14ª Delegacia de Polícia do Leblon.
O objetivo, segundo os policiais, é atingir o poder financeiro da organização, afetando o núcleo responsável por garantir a permanência do líder fora do alcance da Justiça. As apurações seguem em andamento.




